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Duelo – livro X filme: O Lado Bom da Vida

27 jul

Como todo duelo precisa de um vencedor, aqui tentarei dizer qual “Lado Bom da Vida” é melhor, o livro ou o filme. Mas antes de iniciar a disputa é preciso entender que são dois produtos diferentes e que cada um cumpre seu papel na mídia/plataforma onde está inserida. E também é bom lembrar que filmes baseados em livros não têm a obrigação de ser idênticos à obra original. O que a produção cinematográfica precisa é captar a essência da história e transmiti-la de outras formas, usando os recursos do cinema. Antes de apontar o dedo é preciso respeitar o filme como ele é: uma adaptação. E o resultado do “duelo” do Salada de Bacon não busca a verdade absoluta, mas apenas tentar fazer uma imersão nas duas obras e ver qual delas agradou mais à autora que vos escreve. Porque decidir qual é melhor é uma tarefa pessoal. Não dá para impor nosso gosto ao mundo. Ok?!

Qual "O Lado Bom da Vida" é melhor? O filme ou o livro?

Qual “O Lado Bom da Vida” é melhor? O filme ou o livro?

O livro de Matthew Quick lançado em 2008 conta a história de Pat (vivido por Bradley Cooper no cinema), um homem de 30 e poucos anos que acaba de sair do sanatório (o lugar ruim, como diria Pat) e quer refazer sua vida voltando para a ex-mulher, Nikki. Pat ficou no lugar ruim por quatro anos, mas acha que passou só alguns meses por lá. O protagonista também não se lembra o que o levou para o lugar ruim e nem por que todos evitam trazer lembranças de seu passado à tona.

O reajuste de Pat à sociedade e ao convívio com a família é difícil, e as coisas só chegam perto de entrar no eixo quando o protagonista conhece Tiffany, que é tão disfuncional quanto ele. Tiffany é uma jovem viúva depressiva e que se transformou numa ninfomaníaca após a morte do marido. E  é no meio desses distúrbios psicológicos que os personagens se entendem.

Os problemas de ansiedade e depressão do autor do livro serviram de base para criar Pat, que sofre de transtorno bipolar. Em toda a obra é visível como Quick tem o domínio do assunto, e como trata de um tema tão delicado com tanta leveza.

O livro chamou a atenção do diretor David O. Russel, que trabalhava no roteiro há anos (antes mesmo de lançar o aclamado “O Vencedor”), por conta  de de seu filho, que é bipolar e sofre de transtorno obsessivo-compulsivo. Esse fator foi primordial para que o filme desse certo, afinal O. Russel conhece bem o que passou nas telonas.

Pat em uma de suas sessões de terapia

Pat em uma de suas sessões de terapia

A internação e a música

Essa é uma das primeiras diferenças notáveis entre filme e livro. Na obra original Pat não faz ideia do motivo de ter sido internado, descobrindo apenas no fim do livro. Já no cinema a razão para a internação é rapidamente mostrada ao espectador durante uma das sessões de terapia do protagonista, que tem total consciência de que quase matou o amante da esposa ao pegar os dois no flagra.

No cinema foi interessante saber logo de cara o que aconteceu, o que deixa a audiência ainda mais perplexa com a insistência louca de Pat em reatar com a esposa, apesar dela tê-lo traído. Já no livro o jogo de esconde também ficou legal, já que o leitor nunca entende o motivo do fim do casamento e muito menos porque a família de Pat parece odiar tanto Nikki. Isso deixa o leitor imerso na trama, dando a ele a mesma sensação de Pat, que está totalmente perdido.

Ouça a música que enlouquece Pat no filme:

Junto com o flagra da traição veio outro trauma: a fatídica música que enlouquece Pat. No filme a canção que embalou a pulada de cerca de Nikki é “My Cherie Amour” de Stevie Wonder, enquanto no livro é “Songbird” de Kenny G. Nos dois trabalhos a canção foi o tema do casamento de Pat e Nikki, o que serviu para enlouquecer ainda mais o protagonista ao descobrir a traição. Mas nesse quesito eu preferi o livro, já que não é muito difícil fritar o cérebro ao ouvir o chatíssimo Kenny G. Afinal, quem não se lembra do som daquele sax que embala as viagens de elevador ou as esperas nas chamadas telefônicas? As alucinações que Pat tem com o senhor G são memoráveis. O músico esfrega o saxofone na cara de Pat e sempre faz com que ele se lembre do casamento e da traição que sofreu ao som de sua clássica “Songbird”.

Tiffany

No livro Tiffany é mais velha que Pat e deve ter cerca de 38 anos, e isso quase impediu a participação de Jennifer Lawrence (22 anos) no longa.  Atrizes mais experientes como Anne Hathaway, Elizabeth Banks, Rooney Mara, Kirsten Dunst e Angelina Jolie foram cotadas para viver a protagonista, enquanto David O. Russel (diretor do filme) fez um teste com Lawrence apenas por consideração, já que nunca passou em sua mente contratar a jovem atriz. Mas o talento falou mais alto e J-Law desbancou todas as suas concorrentes, fez um grande trabalho e de quebra levou um Oscar pra casa.

Tiffany tem muito mais destaque no filme

Tiffany tem muito mais destaque no filme

O lado bom do filme é o maior espaço dedicado à Tiffany. No livro ela é importante para o equilíbrio de Pat, mas não é figura recorrente. As páginas se dedicam mais ao relacionamento do protagonista com os pais e com o futebol americano. A personagem feminina na tela ganhou mais espaço e mais importância, e contribuiu muito para o bom fluxo da trama.

Vale lembrar aquele cena incrível onde Tiffany destrói os argumentos do Pai de Pat (interpretado por ninguém mais ninguém menos que a lenda Robert de Niro) cuspindo os resultados dos últimos jogos da liga americana, cena que não está nos livros. Esse é um dos grande momentos de Tiffany no filme, e transforma o espírito da personagem do livro em ação no longa.

Família de Pat

No livro o sobrenome da família é Peoples, o pai de Pat é extremamente mal humorado e não conversa com o filho, o irmão de Pat aparece muito mais, inclusive com sua esposa, e a mãe vive numa corda bamba entre agradar o marido e o filho. No filme o sobrenome é o italianíssimo Solitano, o pai é bem mais maleável, o irmão aparece pouco e a mãe não tem tantos problemas.

A família de Pat troca de sobrenome no filme, mas permanece louca assim como no livro

A família de Pat troca de sobrenome no filme, mas permanece louca assim como no livro

Talvez resida no núcleo familiar o grande mérito do filme. A casa da família Solitano, assim como o cotidiano dos personagens que lá vivem, é muito bem retratada por O. Russel. Toda a dinâmica do livro, que às vezes é difícil de enxergar visualmente, foi muito bem traduzida para a tela. E isso se deve ao estilo do diretor, que rodou um filme inteiro praticamente com todos os diálogos improvisados.

O clima da família reunida, os diálogos rápidos, as piadas, os mau humores, a rapidez das conversas, as cenas de briga, os choros e risos foram muito bem captados pelo diretor. Há muitas diferenças entre livro e filme, mas o primordial do livro está na tela. O. Russel pegou a essência das páginas e colocou perfeitamente na telona com um filme dinâmico e, muitas vezes, louco.

A dança

O concurso de dança é o fio condutor da história no cinema, já que o diretor optou por transformar o livro em uma comédia romântica. O filme é bem mais leve que a obra literária, mas isso não tira seu valor. A trama é passada de um jeito mais ameno, mas sem deixar de tocar na ferida. O longa é colorido, claro, luminoso e engraçado, mas não deixa de ter o lado sombrio dos distúrbios psicológicos e nem o preconceito que as pessoas sofrem por conta deles. O. Russel optou por contar sua história usando a dança, que ocupa apenas algumas páginas do livro, talvez para restringir todas as tramas em um enredo só.

A dança é louca e divertida no livro e no filme

A dança é louca e divertida no livro e no filme

A decisão do diretor foi muito bem trabalhada e o filme não é uma história sobre dança, muito pelo contrário, a dança está lá só para conduzir a história e servir de analogia para o desenvolvimento dos personagens. É por meio da dança, do companheirismo, da responsabilidade de aprender a coreografia que Pat  encontra seu equilíbrio, volta a tomar seus remédios e enxerga que há muito mais na vida do que sua amada Nikki.

E o que falar da cena sensacional da apresentação da dança? Como foi bom ser surpreendida por aquele concurso. Seria muito clichê se o casal arrasasse na pista e vencesse a disputa. A visão de que Tiffany e Pat eram claramente os piores dançarinos antes mesmo do concurso já mostrou que David O. Russel não seguiria pelo caminho fácil. E a dança maluca que misturou valsa, rock, dança contemporânea, sapateado e Dirty Dancing com aquele constrangedor salto final valeu como ponto alto do filme por não ser clichê, mostrando que “O Lado Bom da Vida” é sim uma comédia romântica, mas não apenas um filme qualquer para o gênero, ele tem sua qualidade e sua marca, e vai muito além de contar apenas uma história de amor.

Apesar do casal ser o melhor no concurso de dança no livro, isso não torna a situação mais clichê ou menos ridícula. Afinal, na disputa das páginas, eles concorrem com adolescentes, o que torna constrangedor a participação de dois loucos com quase 40 anos de idade naquele concurso juvenil.

O Lado Bom da Vida dança

Faltou no filme

Quando li a cena da praia imediatamente me perguntei por que aquela passagem não foi para o filme. E que surpresa a minha ler uma entrevista do escritor dizendo que esta é uma das suas cenas favoritas e que ele até curtiu a ausência dela no filme, porque isso daria o privilégio a cada leitor de imaginá-la em sua mente, do jeito que sentiu quando leu.

Se ficou curioso, leia o livro, vale a pena.

Afinal, qual é melhor?

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O filme. Eu preferi o filme. Mas talvez isso tenha a ver com a sequência das coisas. Primeiro vi o longa e só depois comprei o livro. Acontece que o que eu já tinha achado bom, achei ainda melhor depois da leitura. O filme “O Lado Bom da Vida” ganha mais valor depois que se lê “O Lado Bom da Vida”. Não por ser melhor, mas por ter captado com maestria o essencial da obra original. E também por seu elenco incrível que conseguiu um feito que há 30 anos não acontecia, ser indicado em todas as quatro categorias de atuação: melhor atriz para Jennifer Lawrence (única que venceu), melhor ator para Bradley Cooper, melhor atriz coadjuvante para Jacki Weaver e melhor ator coadjuvante para Robert de Niro, que há 21 anos não era indicado ao prêmio maior do cinema.

Matthew Quick contou sua ótima história e David O. Russel captou o melhor dessa história e passou para o cinema de uma forma brilhante. O elenco talentosíssimo e afiado deu uma bela vida aos ótimos personagens de Quick, e a direção espetacular deixou a obra ainda mais gostosa de se ler, ver, ouvir, falar, comentar, recomendar…

Por Débora Anício

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Confira o novo trailer de “Jogos Vorazes – Em Chamas”

21 jul

No fim da tarde deste sábado (20) foi divulgado, na Comic Con em San Diego, o segundo trailer de “Jogos Vorazes – Em Chamas”. O novo vídeo promocional foi um dos destaque do painel da franquia na Comic Con, que contou com a presença de Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemworth e Lenny Kravitz.

O vídeo de pouco mais de dois minutos mostra o início da revolta dos distritos, a aproximação de Katniss e Gale, e ainda a volta dos tributos à arena. Confira o trailer:

http://movies.yahoo.com/video/hunger-games-catching-fire-trailer-021017530.html

Resenha O Homem de Aço, o filme sobre Kal-El, não Clark

19 jul

IMAGEM 1 - MAN OF STEEL

Vi o Homem de Aço, novo filme do Superman, que conta com a direção de Zack Snyder, com o já consagrado estilo Christopher Nolan de fazer filmes de super-heróis. As críticas sobre a obra variam demais e, em geral, são apontados pontos positivos (a primeira parte do filme) e pontos negativos (os cinquenta minutos finais). Os efeitos especiais foram sensacionais e o herói que veio proteger a terra destruiu muito mais em meia hora de filme do que aconteceu no filme Vingadores inteiro. Parecia até competição. Mas o ponto mais relevante é a mudança de postura de ‘sonho americano’ para o ‘culto messiânico’. É um filme do Superman, estrelado por Henry Cavill, com um herói ainda fraco, religioso e cheio de complexos. É um filme sobre Kal-El, não sobre Clark Kent, muito menos sobre o Superman. Preciso falar que tem spoilers e que se você não viu o filme vá lavar uma louça, ou volte para o seu Facebook, ou vá ao cinema assistir (tem no piratebay com qualidade bacana)? Preciso não né.

Opções certas

E temos a Lois mais bonita do cinema... mesmo com o relacionamento dos dois sendo meio forçado

E temos a Lois mais bonita do cinema… mesmo com o relacionamento dos dois sendo meio forçado

Eu gostei como a história foi contada, acho que foi uma decisão acertada de Snyder, David S. Goyer e Christopher Nolan. Eles tinham a intenção de se distanciar do que já houve sobre o Superman nos cinemas. Não é necessário relembrar como a história é contada: Clark crescendo, indo pra Metrópolis, virando jornalista e salvando o mundo, e em meio a tudo isso, temos o amor estranho dele e da Lois. Isso já está batido. Acertaram em fugir disso. E acertaram em fazer Krypton. Não tem como você contar esta história, por mais repetida que seja, sem estabelecer o começo. Adorei Krypton e queria ver alguma outra produção sobre aquela terra e as suas possibilidades. A mitologia kryptoniana é rica e pouco explorada. Mostrar Krypton estabelece quem é o Superman. Esse ponto faz frente a outro: quem ele escolhe ser. A questão do livre arbítrio é muito abordada no filme, além da questão do sacrifício, temas centrais do cristianismo. Ainda em Krypton, Russell Crowe como Jor-El dispensa comentários. É um dos pontos altos do filme. Lara Lor-Van (Antje Traue), a mãe do Supinho, poderia ser mais relevante no filme, ou pelo menos ter um mega de memória que fosse guardado para o Clark conhecê-la. Quem sabe ela venha a aparecer em outro dos filmes, vamos aguardar.

Pede continuação

É um filme que não tem um fim em si. E não só por causa da ‘deixa’ no final. Todo ele parece te apresentar uma pessoa que você vai querer ver outras vezes, mas é um primeiro encontro. Sempre tem aquela noção de que não estão mostrando algo a mais de propósito. O filme se aprofunda apenas na figura de Kal-El. Não acho que chega a ser o Clark Kent que conhecemos ainda. É o ET, o alienígena. Tanto que a ligação dele com os Estados Unidos, por meio de uma fala implícita no filme, não muda a noção de que ele é uma figura do Messias. Diferente do Capitão América, o Superman é maior do que os Estados Unidos. Após Krypton, é apresentado o Kal-El adulto, longe de casa, no meio do mar, em busca de como se tornar o salvador do mundo que seu pai, ou seus pais, falaram que ele tinha capacidade para ser. É nessa ideia do Superman peregrino em um mundo onde ele deve se tornar referência que são apresentados os flashbacks, todos referentes às dificuldades do garoto Clark de lidar com o garoto Kal-El. Novamente, cristianismo, homem Deus.

Forçou a barra

  • A participação de Kevin Costner como Jonathan Kent foi muito boa. Um homem educando um Deus para se tornar o salvador do mundo. Só achei a morte dele, por causa de um cachorro, meio forçada.
  • Forçado também é o relacionamento Louis e Superman. Inverteram a ordem das coisas. Ela conhece primeiro o herói, depois conhece o Clark. Para o cinema pode até funcionar. Mas não há empatia entre os dois. Falta alguma coisa.
  • E para piorar, o mais criticado: os 50 minutos finais. Só uma coisa se pode tirar de toda a destruição: o estilo de luta adotado deverá ser copiado pelos próximos filmes. Para mim, superou Vingadores. Questão de velocidade dos golpes, saltos, voo, tudo. Isso ficou bom. Mas resolvia em dez minutos. Nos 50 minutos finais, Kal–El fica lutando contra os kryptonianos e destruindo a cidade. Desnecessário. Por que ele mesmo não pegou a nave, fez o buraco negro e jogou? Tinha que ir ao exército fazer a ceninha? Até pedir para a Lois afastar um pouco mais porque ele iria voar?

Melhores pontos

As cenas de lutas e o voo são pontos que provavelmente serão copiados

As cenas de lutas e o voo são pontos que provavelmente serão copiados

  • Estilo de luta apresentado, que provavelmente será a base dos próximos filmes da DC. Sensacional a questão dos golpes e da velocidade dos lutadores. Muito semelhante ao que eu imaginava quando lia as HQs.
  • Modo como os flashbacks que contam a vida de Kal-El foram inseridos. Melhoraram a qualidade da história e não ficaram cansativos.
  • Russel Crowe e Kevin Costner: atuações excelentes em meio a outras atuações simples. Michael Shannon (Zod) também teve uma atuação acima da média.
  • Inserção do universo DC por easter eggs e não com cenas diretas. Falarei mais disso em outra postagem.

Homem de Aço é um filme bom, que deve e merece ser visto, pelo desenvolvimento inicial do Superman e pela possibilidade que deixa em aberto ao apresentar Clark Kent, o jornalista. A explicação para Clark escolher a profissão é excelente. Em um Homem de Aço 2 ou no filme da Liga da Justiça, ele tende a ser o Superman que esperávamos ver nesse filme. Soa para mim como um Batman Begins, o primeiro do Nolan, que é bom, mas não mostra o Batman, e sim um Bruce Wayne em formação. E que venha a Mulher Maravilha, o Flash, um Lanterna Verde digno, e mais Batman. Que venha a Liga da Justiça.

Por

Liberados novos pôsteres de Em Chamas

16 jul

A Lionsgate divulgou novos pôsteres do segundo filme da série Jogos Vorazes: Em Chamas.

 

As imagens mostram os tributos de cada distrito, confira:

 

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José Padilha é convidado para integrar Academia do Oscar

2 jul

"Elite Squad 2" Portraits - 2011 Sundance Film Festival

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood convidou 276 artistas, diretores e produtores para integrar a organização. Atualmente a Academia tem mais de seis mil membros, que votam anualmente nos indicados e vencedores do Oscar. Entre os convidados está o brasileiro José Padilha, diretor de “Tropa de Elite”. Também foram convidados artistas como a atriz e cantora Jennifer Lopez, Jason Bateman (Arrested Development), Josephe Gordon-Levitt (Lincoln), Lucy Liu (Kil Bill), Emmanuelle Riva (Amor) e Chris Tucker (O Lado Bom da Vida).

Fonte: Deadline

Novo trailer de “Jogos Vorazes – Em Chamas” será lançado na Comic-Con

1 jul
Novo trailer será divulgado no dia 20 de julho

Novo trailer será divulgado no dia 20 de julho

A Lionsgate, produtora da franquia Jogos Vorazes, anunciou que o próximo filme da saga terá um painel na Comic-Con 2013. Ainda não se sabe se a protagonista da história, Jennifer Lawrence, estará no evento realizado em San Diego. A única certeza que se tem é que o novo trailer de “Jogos Vorazes – Em Chamas”, segundo longa da franquia, será lançado durante o evento, no dia 20 de julho. A Comic-Con começa no dia 18 de julho e a Lionsgate foi a primeira produtora a anunciar oficialmente qual filme ganharia um painel no evento.

Essa é a estreia da franquia na Comic-Con, já que no lançamento do primeiro filme, em 2011, a produção não ganhou um painel em San Diego. Mas depois do sucesso estrondoso do primeiro filme, com uma bilheteria de mais de 691 milhões de dólares, era improvável que a divulgação dos novos filmes não fosse reforçada com uma passagem pelo evento.

“Jogos Vorazes – Em Chamas” estreia no dia 22 de novembro.

Julianne Moore pode integrar elenco de “Jogos Vorazes – A Esperança”

27 jun

Julianne Moore

“Jogos Vorazes – Em Chamas”, segundo filme da franquia “Jogos Vorazes”, só chega aos cinemas em 15 de novembro, mas Francis Lawrence já está trabalhando no próximo episódio da saga de Katniss Everdeen, interpretada por Jennifer Lawrence. O diretor está de olho na talentosa Julianne Moore para viver a personagem Alma Coin e tudo indica que a negociação será finalizada em breve.

Coin é uma figura importante no terceiro livro da trilogia escrita por Suzanne Collins e deve ter um papel de destaque nos dois últimos filmes: “Jogos Vorazes – A Esperança: Parte 1″ (21 de novembro de 2014) e” Jogos Vorazes – A Esperança: Parte 2″ (20 de novembro de 2015). O Salada não dará spoilers, então o máximo que podemos dizer é que a personagem Coin tem papel fundamental no terceiro livro, inclusive com ótimos embates com a protagonista. O que poderá gerar cenas ótimas entre Lawrence e Moore.

Enquanto sua participação na série “The Hunger Games” não é confirmada, Julianne Moore continua com a agenda bastante disputada. Após ganhar um prêmio do Emmy por sua atuação em “Virada no Jogo”, a atriz retorna aos cinemas ainda este ano com “Seventh Son”, “Don Jon” e “Carrie – A Estranha”.

Enquanto a participação da ótima Julianne Moore não é confirmada, e o segundo filme não chega aos cinemas, confira o trailer de “Jogos Vorazes – Em Chamas”, que estreia no dia 15 de novembro.

Fonte: Adoro Cinema

Dica de cinema: A Caça (2012)

25 jun

Menina o acusa de assédio

Crianças não mentem, certo? Errado. E é em torno dessa mentira estabelecida como verdade absoluta pela sociedade que começa “A Caça”, filme dinamarquês dirigido por Thomas Vinterberg lançado em 2012.

O drama gira em torno de Lucas (Mads Mikkelsen), um homem pacato que vive numa cidade do interior. Lucas trabalha em uma creche e está tentando se reestabelecer após se separar e perder a guarda do filho adolescente para a ex. Mas tudo muda em sua vida quando uma das alunas da creche diz à professora que Lucas mostrou a ela suas partes íntimas.

Apesar de ser a vilã da história, é muito difícil sentir ódio da garota

Apesar de ser a vilã da história, é muito difícil sentir ódio da garota

A garota de cinco anos, Klara (Annika Wedderkopp), é filha do melhor amigo do protagonista e está sempre em contato com ele. A garota acaba confundindo seus sentimentos e as informações que recebe todos os dias e inventa a história. Em alguns momentos tentei sentir ódio da menina, mas ela é tão angelical e tão vítima da situação que é complicado não se compadecer da garota.

A falsa acusação de assédio sexual ganha proporções enormes e prejudica a vida do protagonista. A comunidade que antes o respeitava passa a hostilizar Lucas e, seu melhor amigo e pai de Klara, fica dividido na confiança que tem em Lucas e na fé em sua pobre e inocente filha.

O filme é belíssimo, tem boas atuações e uma fotografia incrível. A garota é muito talentosa e passa muito bem os devaneios e dúvidas de Klara. Mas o foco da atenção deve ir para a caça, ou seja, o protagonista, personagem que rendeu a  Mads Mikkelsen o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes de 2012.

Lucas vê sua vida se transformar num inferno após ser acusado de assediar uma garota de cinco anos

Lucas vê sua vida se transformar num inferno após ser acusado de assediar uma garota de cinco anos

O personagem é tão honesto, verdadeiro e honrado que em nenhum momento ele se ajoelha para ninguém jurando que não abusou da menina. Ele tem tamanha convicção do que é, que acha uma violência o simples fato de ser acusado de abusar de uma criança. Ele sempre demonstrou o que era em suas ações e acredita que todos ao seu redor deveriam saber que ele é um homem digno. Mas não é bem isso que acontece.

O filme dinamarquês nos mostra um homem sem pecados entrando num inferno. Um homem que não tem condições de confrontar seu algoz. Um homem que não consegue sentir raiva da garota, mas apenas tristeza por ver que a vida dela também saiu de foco com sua pequena mentirinha. Pois mesmo que Klara tente desmentir a história, nada está claro em sua mente infantil e imaginativa. E os pais acreditam que a tentativa da menina de livrar Lucas é apenas medo de medo de retaliações.

“A Caça” vale muito a pena. É um filme contemplativo sem ser chato. E dramático sem ser água com açúcar.

Confira o trailer

https://www.youtube.com/watch?v=gwxYwb7NbDI

Por Débora Anício

Filme rodado em 2007 por Jennifer Lawrence estreia em julho

25 jun

De acordo com informações do E!, o longa filmado em 2007 pela vencedora do Oscar Jennifer Lawrence estreia em 09 de julho nos cinemas americanos. O suspense demorou tanto a ser lançado por falta de um distribuidor, problema que só foi resolvido agora. A produção não tem data de estreia no Brasil e nem planos de ser distribuído em DVD ou Blu-Ray.

Pelo trailer, pouca divulgação e, claro, pela demora em ser lançado, o filme de baixo orçamento não desperta previamente muita atenção e é difícil dizer se chegará aos cinemas brasileiros e se irá trair o público norte-americano. Porém, a produção conta com uma das atrizes mais famosas hoje em dia, e isso deverá atrair muita atenção para o modesto filme.

P.S.:

*O filme não tem cara de ser muito bom

*Mas, levando em conta a carreira regular e repleta de filmes bons de Lawrence, é possível uma surpresa agradável

Confira o trailer

Produção brasileira vence “Cannes da animação”

16 jun

Historia-Amor-e-Furia

Primeira animação brasileira a ser selecionada para o Festival de Annecy, conhecido como o “Cannes da animação”, o filme brasileiro “Uma história de amor e fúria”, de Luiz Bolognesi, conquistou o principal prêmio do evento em cerimônia realizada ontem na cidade francesa. A produção custou 3 milhões de dólares, segundo a revista Variety, e levou seis anos para ser finalizada.

O filme é a primeira experiência de Bolognesi como diretor. Ele foi roteirista dos filmes “Bicho de Sete Cabeças” (2001), “Chega de Saudade” (2008) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). A trama de “Uma história de amor e fúria” gira em torno da experiência de um guerreiro indígena que, ao morrer, assume a forma de um pássaro e vive 600 anos de história do Brasil: da colonização, passando pela ditadura militar, até o ano de 2096, quando acontece a guerra pela água. Camila Pitanga, Selton Mello e Rodrigo Santoro são algumas das vozes que deram vida aos personagens da animação voltada para o público adulto.

Premiados
Considerado um dos principais eventos do gênero de animação, o Festival de Annecy também premiou o filme espanhol “O apóstolo” como a melhor produção segundo o público. Além dele, “Room on the Broom” venceu como melhor produção, o canadense “Subconscious Password” foi eleito o melhor curta e “Dumb Ways to Die”, produzido pela McCann em Melbourne, na Austrália, arrematou o prêmio de melhor animação comissionada. Ao todo, 236 produções participaram da competição.

Fonte: Exame.com

Confira o trailer da animação