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Once Upon a Time – Balanço da 2ª Temporada

5 jun

Tudo que não aconteceu na primeira temporada da série, aconteceu na segunda. Tudo que a gente queria tanto ver na primeira temporada e muitas outras coisas que a gente nem imaginava. Enquanto a primeira temporada fica só introduzindo mais histórias e mais personagens, a segunda explica a história de muito mais gente. Ela juntou muitas histórias, ligou muitos pontos, explicou muita coisa e foram muitas reviravoltas inesperadas.

Se você não assistiu a 2ª temporada de Once Upon a Time e não gosta de spoilers, é melhor parar por aqui.

— Spoilerfobia —

Foram mostrados personagens que não foram afetados pela maldição e permaneceram no mundo mágico, porém, todo destruído e tomado por ogros. Só achei extremamente chata a história da Bela Adormecida (Sarah Bolger) com o príncipe Phillip (Julian Morris) e a Mulan (Jamie Chung), formando um triângulo amoroso. A atuação de Jamie Chung ficou péssima, ela não tem presença, não tem carisma, é totalmente sem graça. Outra coisa: não tem nada a ver ela gostar do príncipe Phillip. Quer dizer então que ela fica infeliz e amarga atrás de um cara que não gosta dela pra sempre? Triste destino.

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Gostei de como juntaram todas as pontas soltas da história, colocando o Neal (Michael Raymond-James), ex da Emma, para ser o Baelfire, filho do Rumpelstiltskin (Robert Carlyle) e, consequentemente, pai do Henry (Jared S. Gilmore). E o Rumpelstiltskin acabou sendo avô do Henry. Ele é o senhor das trevas, mas eu gosto dele, sempre gostei.

O início da segunda temporada me confundiu, nem parecia Once Upon a Time, já que os episódios da primeira temporada costumam começar com um flashback dos personagens na Floresta Encantada. O primeiro episódio da segunda temporada começou com Neal, que nunca havia aparecido antes. Só depois ele foi aparecer em um flashback da Emma. Fiquei perdida, pensando “Meu Deus! Quem é esse? Quem é esse?”.

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Enfim. Maldição quebrada. Bacana ver todo mundo se reconhecendo e como não perderam a memória dos acontecimentos de desde que chegaram no mundo real. Rumpelstiltskin traz magia para o mundo real para encontrar seu filho. Demorei para entender o objetivo dele.

Acho estranho Emma (Jennifer Morrison) ser filha da Branca de Neve/Mary Margareth (Ginnifer Goodwin) e do Príncipe Encantado/Dave (Josh Dallas), sendo que ela parece mais velha do que eles, com aquela expressão de preocupada. Lembro que logo que a série começou, achei interessante a escolha da atriz Jennifer Morrison para o papel de Emma Swan, a principal da trama, pois já conhecia seu trabalho em outras séries e filmes. Mas levei um susto com a atuação dela em Once Upon a Time, não gostei mesmo, me decepcionou. Em How I Met Your Mother ela era bem melhor, no papel de Zoey.

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Ela só fica com essa cara.

Apenas nesta temporada entendemos o porquê da amargura de Regina (Lana Parrilla). Vemos que antes ela era uma boa pessoa, que passou por muitas situações ruins e acabou se tornando a Rainha Má. A história dela com seu amor Daniel foi muito triste, por isso tenho dó dela. Mas uma coisa que me irritou na segunda temporada foi a indecisão da personagem: Regina é boa, brinks é má, brinks é boa, brinks é má. A atriz Lana Parrilla é sensacional no papel.

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Foi interessante ver Emma e Branca de Neve/Mary Margaret na Floresta Encantada. Deu pra ver um pouco da antiga Mary Margareth. O melhor de tudo é quando elas encontram o Hook (Colin O’Donoghue). Adoro!

Foi bem viajado aquela história de os personagens do mundo real conseguirem se encontrar com os do mundo mágico por meio de uma espécie de “limbo”, mas tudo nesta série é meio viajado mesmo, não precisa fazer sentido. E a explicação para a série ter esses devaneios vem de seus roteiristas: Adam Horowitz e Edward Kitsis fizeram parte da equipe de escritores de Lost. Eles começaram a escrever Once Upon a Time em 2004, mas preferiram esperar Lost terminar para colocarem o projeto em prática.

Cora (Barbara Hershey), mãe de Regina, aparece como vilã da série e ela realmente é muito má. A mulher é fantástica, até a Rainha de Copas ela já foi. Ela mata velhinhas inocentes que não têm nada a ver com a história, mata a mãe da Branca de Neve, que era um anjo de pessoa, engana todo mundo, rapta as pessoas, usa as pessoas… isso porque ela optou por não ter mais um coração, que ela arrancou quando queria esquecer seu amor pelo Rumpelstiltskin! Achei essa história dos dois fantástica também, muito bem pensada. Ótima atriz a Barbara Hershey, virei fã.

Fiquei realmente triste quando Cora morreu, principalmente porque sabia que a Mary Margareth ia ficar cheia de frescura por ter sido a responsável pela morte. No entanto, melhor ela do que o Rumpelstiltskin, né? Gente, chorei demais quando ele estava morrendo e ligou para a Bella (Emilie de Ravin), falando que a amava e tudo mais.

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E por falar na Bella… A fronteira da cidade passa a ser um lugar onde eles perdem a memória. A história do Rumpestiltskin e da Bella sempre foi uma das que eu mais gostava, até ela perder a memória e ficar naquela viadagem. Ela é uma fofa, mas ô menina sofrida. Depois de ficar anos presa no subsolo, até vadia ela virou, coitada. E quando a memória dela volta, o Rumpelstiltskin vai para a Terra do Nunca atrás do Henry.

Mais para o final da temporada, eles lidam com o perigo de pessoas do mundo real descobrirem a cidade encantada, que possui mágica. Aparece Greg Mendell (Ethan Embry), como um desconhecido que sofreu um acidente de carro na fronteira de Storybrooke (o mesmo incidente que fez Bella perder a memória). Depois descobrimos que ele é um antigo conhecido de Regina. Foi a primeira criança que ela tentou adotar, antes de Henry. Regina foi infeliz o suficiente para tirar o menino do pai contra a vontade dele e dar um sumiço no pai. O menino, agora homem, voltou para se vingar e acabar com a mágica. Sua aliada é, quem diria, Tamara (Sonequa Martin-Green), a noiva do Neal. Uma vadia qualquer aí. Ethan é um ator com uma extensa lista de filmes e séries no currículo, mas seu papel em Once Upon a Time é bem fraquinho. Não por culpa dele, acredito.

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O pobre do Neal/Baelfire já é experiente em viagens entre os mundos. Foi da Floresta Encantada para o mundo real, do mundo real para a Terra do Nunca e da Terra do Nunca de volta para o mundo real. Agora, depois da briga com os novos vilães, ele foi parar… NA FLORESTA ENCANTADA DE NOVO. E, graças a Deus, foi encontrado pela Aurora, pelo Phillip e pela Mulan, já que ele levou um tiro da Tamara e estava bastante ferido.

Quando ele esteve Neverland, ainda menino, ele vira quase filho do Hook. Os dois ficam próximos e o fofoqueiro do Bae acaba revelando a única forma de matar seu pai, o senhor das trevas. Logo para o Hook, que quer vingança por ele ter matado sua amada, que por um acaso é a ex-mulher do próprio Rumpelstiltskin e mãe de Bae. E durante este flashback na Terra do Nunca, percebemos que os “capangas” de Peter Pan estão atrás de algum menino especial, que não é Baefire.

Essa dupla de novos vilães (Greg e Tamara) dão um trabalho… Quase matam a pobre da Regina e quase acabam com todos os personagens da série, usando uma pedra que serve como válvula de escape da maldição, que pode engolir tudo e todos para o nada. Se não fosse o poder da Emma combinado com o da Regina, tudo viraria pó. Mas quando eles piscam, o Henry some: raptado pela dupla maldita. Eles levam o garoto para onde?! NEVERLAND. Por quê? PARA ENTREGAR AO PETER PAN. Sim, ele é o garoto que o Peter Pan tanto quer.

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Vê se pode?! Agora transformaram o Peter Pan em malvado!! Fiquei inconformada com isso.

Por thafullin

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REVIEW – Modern Family (S04E24) – Season Finale

5 jun

“Goodnight Gracie”, o episódio que poderia ter sido muito melhor

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Modern Family começou com uma primeira temporada sensacional. O estilo documentário era uma novidade em séries de TV, e o roteiro era muito diferente do que estávamos habituados com The Big Bang Theory e Two and a Half Man, séries de humor referências na época. A segunda temporada ainda manteve o gás da série, mas houve uma queda de qualidade na terceira, e na quarta. O final desta temporada não foi o melhor momento desta família moderna, mas trouxe um ponto interesse em relação ao lado dramático dos personagens. O episódio foi dirigido por Steven Levitan, um dos criadores da série, e escrito por Christopher Lloyd, o outro criador do show, e Jeffrey Richman. Foi exibido no dia 22 de maio.

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Quando um episódio de uma série de humor te marca mais pela parte dramática do que pelas piadas e outras inserções, sem arrancar risos do expectador, é sinal de que algo está errado. Gracie, para quem não sabe, é a mãe de Phill Dunphy (Ty Burrell). Após o falecimento dela, que não apareceu na série, toda a família vai para a Flórida, se despedir. Esse é o mote do episódio final. Aliás, a maioria das séries de humor que assisto pecou no que diz respeito a final de temporada. The Big Bag Theory, Raising Hope e Community tiveram finais péssimos, que não te dão vontade nenhuma de continuar acompanhando a série. Quem mudou isso foi apenas How I Met Your Mother, mas falaremos disso em outro post. Apenas Phill e sua filha Alex se destacam no episódio, e mais pela atuação dramática do que humorística. Em relação aos outros personagens, a impressão é que faltou tempo para trabalhar suas histórias, principalmente a do Jay, que foi, de longe, a mais desnecessária. Haley foi a mais prejudicada por isso. E faltou a Lily Tucker-Pritchett, que nem aparecer neste episódio apareceu.

Claro que não dá mais para falar do episódio sem contar spoilers, então, se você ainda não viu, baixe via torrent ou pelo seu site preferido, ou vá assistir na TV. Deixa o site aberto. Depois que você terminar, continua a leitura, e vê se concorda ou não comigo.

— SPOILERFOBIA —

 Ver o Phill sério, sem ser o pai palhação, às vezes é mais engraçado do que quando ele quer se engraçado. Aliás, estes são os melhores momentos dele. O episódio inteiro é centrado nisso. Com a dor de perder a mãe, ele ainda tem que cumprir o último desejo louco dela: fazer com que seu pai, Frank Dunphy (Fred Willard), conheça aquela que Grace escolheu para ser sua substituta. Minha torcida é para que o assunto seja tratado já no começo da quinta temporada, mas poderia ter sido melhor definido nesta season finale. Muitas das outras histórias eram desnecessárias.

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A principal delas é a história do Jay (Ed O’Neill), que encontrou na casa da frente à dos Dunphys a mulher com quem ele perdeu a virgindade. Depois que Jay contou quase toda a história, ela se recordou quem ele era, e foi buscar algo para ele. Sério, eu pensei que seria um filho, algo assim, e isso faria aquela ramificação da história ter algum valor. Como ele contaria para Glória? Como outro homem, bem mais velho que Claire e Mitchel, entraria nessa história? Seria um ponto interessante para renovar a série. Mas não, a velha Charlotte (Millicent Martin) trás é uma caixa com ‘lembranças de soldados’ e Jay percebe que a velha era muito rodada. Como eu disse, desnecessário. Só o filho salvaria essa história.

Mitchell (Jesse Tyler Ferguson) e Glória (Sofia Vergara) começam outra história do episódio, uma onde a colombiana é procurada pela polícia por envolvimento com prostituição. Nada que desabone o passado dela. É que depois que ela se mudou, a casa onde ela morava virou um puteiro e o nome dela constava ainda no contrato de aluguel. O advogado Mitchell vai com ela à Corte para resolver a pendência. Antes disso, ele ajuda várias pessoas que tinham audiências marcadas para antes da de Glória e vai vencendo todos os casos. A expectativa era de que ele errasse em algum momento, ou principalmente, errasse na hora da Glória. Mas nada disso aconteceu. Cansada, a juíza aceita o pedido e limpa o nome da Glória. Pronto. Simples. Uma escolha fraca. Quem vê espera uma complicação, uma Glória se envolvendo em confusão pelo seu temperamento latino. Mas nada. Só serve para fazer o Mitchell querer voltar a advogar. Só. Também desnecessário.

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Cam (Eric Stonestreet) também foi prejudicado pela história. Mal chegou a Flórida, o gay mor da série vai se familiarizando com as fofocas do local e fica sabendo de tudo. Ele se dá muito bem com o grupo de leitura da 3ª idade, mas durante um jogo de Majong, cria um conflito entre três idosas e acaba complicando aquele clima de paz. Só a atuação de Eric salva ali, mas também nada demais. Dessa história não esperava nada.

Dentre as crianças, a única que merece ser citada é a Alex (Ariel Winter). Desde o primeiro momento ela afirma que é a mais parecida com a sua avó, que é considerada por todos uma mulher à frente da sua época, e todos os outros debocham de sua cara. A verdade é que a velha é realmente admirada e achavam que Alex estava ‘se achando’ com a auto comparação. Grace havia deixado uma caixa para Phill dar às crianças. Havia um envelope pro Phill, com o pedido que disse antes, de encontrar a sua madrasta, e presente para as crianças.  Enquanto Haley ganha uma joia e Luke um relógio de bolso, Alex ganha um simples isqueiro. A carta junto ao objeto vinha com uma inscrição simples: “isso é um isqueiro”. Ela não entende o problema e acha que sua avó estava realmente doida nos momentos finais de sua existência. Até que seu avô Frank a mostra que o envelope estava grudado devido ao calor e que a havia outra mensagem. Aí sim… Na hora da cerimônia com as cinzas de Grace, Alex toma a palavra e faz aquele que é o melhor momento da temporada. O isqueiro era de Paul Newman, que ele esqueceu em uma lanchonete. Grace então o pegou, um pequeno delito visto pelo garçom. O garçom disse que não contaria nada e desde então eles se conheceram, se casaram e tiveram vários filhos e netos, entre eles, a Alex. O isqueiro representava um ato contra a personalidade dela, de mulher certinha, que resultou em uma das melhores coisas de sua vida, que a ligou ao homem que ela amaria. A mensagem era clara para Alex. Ela entendeu muito bem e, com o isqueiro, acendeu uma última queima de fogos de artifícios para a sua avó. Realmente lindo. Aliás, quase todos os episódios desta temporada terminam com estes finais água com açúcar.

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E a temporada termina assim: Mitchell que voltar a ser advogado, Phill tem que apresentar Annie (Anita Gillette) para seu pai. Cam, Jay, Glória, e todos os outros não tem mais nada o que fazer. Ainda acho que a ideia do filho e a prisão da Glória teriam salvo o episódio…

Por Zé Vinícius

Once Upon a Time – apresentação

4 jun

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Once Upon a Time é uma série de TV americana, criada pela emissora ABC e exibida no Brasil no canal Sony. Ela se passa na cidade fictícia de Storybrooke, onde os moradores são, na verdade, personagens de contos de fadas, que vieram para o mundo real por meio de uma maldição.

A série envolve vários contos de fadas, como Branca de Neve e os Sete Anões, Peter Pan, Alice no País das Maravilhas, A Bela e a Fera, Chapeuzinho Vermelho, etc. No entanto, a trama da série não fica presa às histórias originais dos contos de fadas. Por se tratar de uma ficção, ela se aproveita do direito de inventar novas histórias com os personagens, misturando um conto com o outro e criando novas possibilidades. Os episódios misturam acontecimentos do presente e do passado dos personagens, de forma que o público entenda as conexões entre os contos e personagens e o que eles têm a ver com os eventos do presente.

Ela estreou em 23 de outubro de 2011. Em maio de 2013, a série foi renovada para a 3ª temporada. Além disso, ela ganhou um Spin-off (Once Upon a Time in Wonderland), que foi aprovado e deve ir ao ar entre setembro e novembro, deste ano, durante a parada da série original. Também já foi lançado, nos EUA, um livro baseado na série, narrado pelas personagens Branca de Neve e sua filha, Emma Swan. A Editora Planeta foi quem comprou os direitos de publicação do livro Reawakened. O livro ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

Once Upon a Time in Wonderland

O Spin-off é baseado no conto que dá sequência ao primeiro livro de Lewis Carroll, Alice Através do Espelho, e se passa antes da maldição ser lançada na série original.

Nesta série paralela, a personagem principal é Alice (a do País das Maravilhas), interpretada por Sophie Lowe, quando ela já está mais velha. Ela é internada em uma instituição para loucos, pois ninguém acredita quando ela conta sobre o País das Maravilhas. Os médicos tentam fazê-la esquecer do mundo mágico subterrâneo, inclusive do gênio da lâmpada, pelo qual ela se apaixonou: Cyrus, interpretado por Peter Gagiot. Com a ajuda do Valete de Copas (Michael Socha) e do Coelho Branco (John Lithgow), Alice tem uma chance de conseguir recuperar o que perdeu.

A ideia da ABC é focar cada temporada do spin-off em um conto de fadas.

Em maio deste ano, a ABC lançou o trailer da tão esperada série: