Tag Archives: AMC

Divulgadas as primeiras fotos da última temporada de “Breaking Bad”

17 jul

Os últimos oito episódios da 5ª temporada de Breaking Bad começam a ser exibidos a partir de 11 de agosto no canal americano AMC. E para acalmar os ânimos dos fãs, a emissora divulgou algumas imagens da última temporada. Ainda é cedo para dizer o que está por vir, mas as fotos dão a ideia de que Hank está à espreita, Jesse está mais desorientado e Skyler e Walter estão ao lado de algo que parece um túmulo, e como o criador da série disse que vem morte por aí… Aguardemos ansiosamente o dia 11 de agosto.

1

1 (2)

1 (3)

1 (4)

1 (5)

1 (6)

1 (8)

1 (9)

1 (7)9

Anúncios

Por que Breaking Bad é uma das séries mais cultuadas da atualidade?

15 jun

Após ser diagnosticado com câncer no pulmão, o professor de química Walter White começa a produzir metanfetamina para ganhar dinheiro

Porque ela não é covarde. A série do canal americano AMC, criada por Vince Gilligan, nasceu para contar a história de um professor de química e pai de família da classe média americana que descobre ter poucos meses de vida após ser diagnosticado com um tumor no pulmão, e não se esquiva em mostrar a lama em que o personagem central se afunda a cada dia. Com o título mais que apropriado de “Breaking Bad”, gíria do sul dos Estados Unidos que significa algo como “se dando mal” ou alguma coisa que “está ruim e pode piorar ainda mais”, a série nos mostra a degradação moral do protagonista Walter White (Bryan Cranston). Lançada em janeiro de 2008, a 5ª e última temporada de “Breaking Bad” começa no dia 11 de agosto com a promessa de Gilligan de um final digno a toda a incrível história contada até aqui.

Como o propósito deste texto é apresentar a série e fazer com que o máximo de pessoas possível assista a essa obra-prima da televisão, não haverá spoilers, apenas uma sinopse da trama.

Jesse Pinkman ajuda Walter a entrar no mundo das drogas

Jesse Pinkman ajuda Walter a entrar no mundo das drogas

Após descobrir o câncer no pulmão, Walter White se dá conta de que deixará sua mulher grávida e seu filho adolescente (que tem paralisia cerebral) em sérios problemas financeiros. O trabalho de professor da escola de Albuquerque (cidade do sul americano onde se passa a história) e os bicos no lava-jato local não são suficientes para deixar sua família em uma boa situação econômica após a morte do patriarca. Então, para resolver este problema, Walter decide que precisa fazer dinheiro o mais rápido possível. E ao reencontrar um ex-aluno, o traficantezinho Jesse Pinkman (Aaron Paul), Walter decide cozinhar metanfetamina.

Se algum fã de séries de TV ainda não assistiu a nenhum episódio de “Breaking Bad”, é bem provável que ele ao menos já tenha ouvido falar da história com muito entusiasmo por seus fãs. Tida pela revista Rollling Stone como uma extensão em cinco temporadas dos cinco minutos finais de “Os Bons Companheiros” de Martin Scorsese, a trama de “Breaking Bad” é muito bem equilibrada. Há tensão, ação, calmaria, muitos diálogos e silêncio. Tudo isso amarrado na mais profunda paranóia.

Com uma direção inteligente e com um roteiro quase perfeito, “Breaking Bad” nunca deixa a peteca cair, não se repete, não cai no marasmo e muito menos na covardia de outros seriados (oi, Dexter!), que sempre adiam para o último minuto o clímax da temporada ou da série. Acontecimentos não faltam na história da AMC. Mas não pensem que isso acarreta tramas desnecessárias, muito pelo contrário. Todos os acontecimentos da série estão conectados à trama principal, e nada, absolutamente nenhuma história é inserida sem um propósito maior. E isso não é uma percepção apenas de fã, já que o Sindicato dos Roteiristas da América (WGA) colocou “Breaking Bad” em 13º no ranking de séries mais bem escritas de todos os tempos.

O elenco da série é compacto e talentoso

O elenco da série é compacto e talentoso

Além do roteiro de dar inveja, “Breaking Bad” tem um elenco compacto e talentoso. A família White é composta por Walter, a esposa Skyler (Anna Gunn), o filho adolescente, Walter Jr., (RJ Mitte, que realmente tem paralisia cerebral) e a filhinha caçula. Skyler, dona de casa inteligente que desconfia da nova rotina do marido, tem uma irmã cleptomaníaca, Marie (Betsy Brandt), casada com Hank Schrader (Dean Norris), agente da DEA, divisão antidrogas da polícia. O elenco ainda conta com o advogado do protagonista, Saul Goodman (Bob Odenkirk), e com o poderoso líder do tráfico Gus Fring (Giancarlo Esposito).

Bryan Cranston, que venceu três Emmys consecutivos (2008, 2009, 2010) como melhor ator em série dramática, e Aaron Paul, que ganhou o Emmy de melhor ator coadjuvante em 2010, são os preferidos da maioria dos fãs. É inegável o talento dos dois e como eles conseguem transmitir todas as nuances dos personagens na tela, mas meu preferido é Hank Schrader. O agente da DEA é brilhantemente interpretado por Norris, que dá toda a humanidade necessária ao personagem. Hank não é o protagonista, mas toma a cena muitas vezes. Ele é o típico policial machão, o homem de família que dá conta de tudo, que tem a melhor casa, o melhor carro e que se preocupa com o restante da família. Mas ao mesmo tempo não consegue lidar com os problemas da esposa e sofre com a síndrome do pânico.

O agente e cunhado de Walter White, Hank Schrader, é um dos grandes destaques da série

O agente e cunhado de Walter White, Hank Schrader, é um dos grandes destaques da série

“Breaking Bad” se propõe a mostrar um homem que, com a iminência da morte, perde todas as amarras morais e sociais para conseguir o que quer. White percebe que não conquistou nada na vida sendo bonzinho e parte para o lado negro da força para ter que o que sempre quis, para ter o que ele acha que merece. E seguir essa trajetória significa deixar o bom mocismo de lado e mergulhar fundo no mundo das drogas, que em nenhum momento se separa da ilegalidade e da violência. Vince Gilligan mostra isso sem delongas ou enfeites.

Em muitas tramas o protagonista caminha rumo à redenção, mas em “Breaking Bad”, como o próprio título sugere, vemos Walter White seguir passo a passo rumo ao fundo do poço.

REVIEW – Mad Men (S06E10) – A Tale of Two Cities

8 jun

aHR0cCUzQSUyRiUyRm9pNTAudGlueXBpYy5jb20lMkY0cHdoN20uanBn

O episódio 10 da 6ª temporada de Mad Men começou confuso, como a maioria dos demais. Mas como todo episódio da série, ele foi se desenrolando para chegar a uma conclusão. É interessante a forma como a série é apresentada e sua direção muito bem feita, além da elegância dos cenários e figurinos, a riqueza de detalhes e a trilha sonora perfeita. O responsável pelo visual padrão de Mad Men foi o diretor Alan Taylor, que dirigiu Os Sopranos.

Em “A Tale of Two Cities”, os novos sócios da agência, Ted Chaough (Kevin Rahm) e Jim Cutler (Harry Hamlin), estão se preparando para realizar uma mudança radical na agência. Enquanto isso, Don Draper (Jon Hamm) e Roger Sterling (John Slattery) estão visitando um potencial cliente em Los Angeles.

O episódio começa com a Convenção Nacional Democrata de 1968, onde o candidato a presidente dos EUA, Hubert Humphrey discursava. O evento estava sendo transmitido ao vivo pela TV. Na época, estavam sendo realizadas diversas manifestações populares contra a Guerra do Vietnã, que eram repreendidas pelos policiais. Humphrey era democrata e concorria com Richard Rixon, republicano. No fim, Nixon utilizou os tumultos a seu favor e acabou vencendo. Em sua campanha, o candidato prometeu restaurar a lei e a ordem nas cidades do país.

1

Logo no início do episódio, Megan (Jéssica Paré) e Don assistem à Convenção pela TV. Megan estranha não estarem debatendo a guerra e Don logo explica que Humphrey não pode assumir que é contra a guerra em plena transmissão nacional. Ele ainda continua, dizendo que a guerra só começará a ser debatida 30 segundos após o horário nobre e que as notícias de policiais repreendendo manifestantes com violência também não passaram no horário nobre. Mas o próprio Don não parece se importar muito com a situação. A série mostra que o executivos da Avenida Madison não são tão engajados politicamente, muito menos politicamente corretos. Assim como Cutler, um dos novos sócios da agência, que não demonstra nenhum interesse nas notícias sobre a guerra e as manifestações e ainda afirma que o que não pertence a seus negócios não lhe interessa. Michael Ginsberg (Ben Feldman) é que não gostou disso e o acusou de negligência, nazismo, racismo e daí por diante.

Ginsberg ficou um tempo sem destaque na série, o que acho uma pena, já que ainda há muito o que explorar no personagem. Ele é uma figura interessante da série, claramente com algum distúrbio mental. Acredito que ele possa ter a Síndrome de Aspenger, principalmente por sua dificuldade de interação social e em processar emoções. Mas nem ele mesmo imagina isso, já que a síndrome só foi reconhecida em 1994. O ator Ben Feldman consegue mostrar bem a excentricidade do personagem.

mad-men-ginsberg-hair
Já Cutler chegou de fininho e quase sem ser notado, mas a verdade é que acredito que ele esteja tramando alguma coisa. Ele já começou a dar sinais disso, por meio das intrigas que tem causado entre os “dois lados” da nova agência. E ninguém percebeu isso ainda, exceto, talvez, por Pete Campbell (Vincent Kartheiser), mas ele não costuma ser levado a sério pelos outros.

Quanto a Bob Benson (James Wolk)… até hoje não sabemos qual é a dele.

Em Los Angeles, Sterling acreditava que conseguir o cliente seria fácil, já que a agência agora é grande. Mas, durante a reunião com os sócios da empresa de leite em pó e laticínios, ele, Don e Harry Crane (Rich Sommer) foram surpreendidos pela questão apontada pelos clientes: o conflito entre a empresa deles e a Life Cereal, também cliente da agência. Don logo tira a resposta da manga: públicos diferentes. O público da empresa de laticínios é composto por adultos, o público da Life Cereal é composto por crianças, pois adultos não gostam de cereal, mas de ovos e bacon. O mais interessante da série é exatamente essa parte de reuniões com clientes, o funcionamento da agência, ver como eles trabalham e resolvem os problemas…

Don resolve provar haxixe. Ele não diz ‘não’ para nada. Engraçado um cara resolver provar todo tipo de droga depois dos 40, assim como Sterling com o LSD. Depois de fumar o haxixe, Don começa a ter alucinações, vendo a Megan dizendo que estava grávida. Inicialmente, pensei que era outra mulher, que ele estava enxergando como Megan. Depois descobrimos que o tempo todo ele está afogado na piscina, quase morrendo. Foi bastante viajado e desnecessário, só para mostrar que o Don ainda é um danado.

Sterling, hilário e sarcástico como sempre, perde uma mulher de nome Lotus (Evan Lorene), que estava totalmente drogada e sem entender nada da situação, para Danny Siegel (Danny Strong). Danny é um ex redator da agência, que era ruim de serviço e foi contratado somente porque era primo de Jane (Peyton List), ex esposa de Sterling.

2

A decisão de Joan Harris (Christina Hendricks) de correr atrás de uma nova conta (Avon Cosméticos) deve ter animado muita gente, como eu. Deu uma nova perspectiva para a personagem, que estava meio sem graça na série. Ela agora está tentando crescer na agência, ganhar mais importância e mostrar que é capaz de lidar com o atendimento ao cliente. Desde o início da série, Joan batalha para ocupar seu lugar na “base da porrada”.

Claro que a decisão de Joan deixa Campbell furioso, pois ele é quem deveria atender os clientes e trazê-los para a agência.

A cena final do episódio foi muito bem dirigida. Estressado com a situação da agência, sendo a gota d’água Joan ficar com o atendimento da Avon, Pete Campbell fuma um baseado para tentar relaxar, porque ele é sempre tão tenso. A câmera lenta e a  troca de tomadas deixam a cena bem interessante, enquanto Pete segue, com os olhos, as pernas de uma mulher que passa. Acredito que a cena deixa a possibilidade de uma mudança de comportamento do personagem.

pete-campbell-mad-men

No início do episódio 10, os sócios da agência discutem sobre o nome da empresa, que ainda possuía os sobrenomes de dois sócios já mortos. Eu também estava me perguntando quando eles resolveriam isso. Depois da fusão, a agência ficou praticamente sem nome, porque “Sterling Cooper Draper Pryce” eu já achava grande, com a adição de mais três sobrenomes, ficou impossível alguém lembrar todo o nome da agência. Então a empresa ficou sem uma identidade, o que não pode acontecer de jeito nenhum a uma agência de publicidade ou qualquer outra empresa. Depois de muitas discussões e de nenhum dos sócios querer ter seu sobrenome por último, Chaough e Cutler propõem o nome “Sterling Cooper and Partners” (Sterling Cooper e sócios). Achei bastante estranho, acredito que estão tramando alguma coisa, o que provavelmente só saberemos na próxima temporada.

Por thafullin.

Para conferir mais artigos do Salada de Bacon, clique aqui.

AMC libera informações sobre a 4ª temporada de The Walking Dead

7 jun

the-walking-dead-4-temporada-primeira-foto

Em maio, a AMC disponibilizou em seu blog  a primeira foto da 4ª temporada de The Walking Dead, com Rick Grimes (Andrew Lincoln) e um zumbi logo atrás.

 

Mais informações liberadas pela emissora:

– O título do 4º episódio será “Indifference”.

– A temporada trará mais dois personagens, sobreviventes ao apocalipse zumbi: Jack e Erin, ambos com cerca de 20 anos. Eles serão personagens calmos e muito magros. Jack será mais brincalhão e Erin será sempre positiva.

 

As gravações da nova temporada tiveram início em abril deste ano. A Season Premiere sai em outubro.

 

Para conferir mais notícias no Salada de Bacon, clique aqui.

 

Temporada final de Breaking Bad ganha primeiro pôster

4 jun

Breaking Bad

“Todas as coisas más devem chegar ao fim”. Esse é o título do primeiro pôster promocional da 5ª e última temporada de Breaking Bad, que retorna no dia 11 de agosto pelo canal AMC.  O fim da saga de Walter White, professor de Química com câncer terminal que se torna um dos traficantes mais poderosos e perigosos dos Estados Unidos, será contada em oito episódios no segundo semestre deste ano.

A campanha de divulgação da segunda parte da 5ª temporada também ganhou um teaser: