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Orange is the New Black: série da Netflix ganha trailer e pôster nacional

6 jun

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“Orange is the New Black” é a nova série produzida pela Netflix.

Criada por Jenji Kohan (Weeds), a série será lançada em 11 de julho.

Gênero: Drama/Comédia.
Sinopse:
Orange is the New Black conta a história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que foi presa em uma penitenciária federal por manter uma relação com a traficante Alex (Laura Prepon). Ela é obrigada a trocar sua vida em Nova York com seu noivo Larry (Jason Biggs) pela vida na sela feminina.
A série promete cenas dramáticas misturadas com muitos momentos de risadas, com seu humor negro. Vale à pena conferir!
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REVIEW – Modern Family (S04E24) – Season Finale

5 jun

“Goodnight Gracie”, o episódio que poderia ter sido muito melhor

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Modern Family começou com uma primeira temporada sensacional. O estilo documentário era uma novidade em séries de TV, e o roteiro era muito diferente do que estávamos habituados com The Big Bang Theory e Two and a Half Man, séries de humor referências na época. A segunda temporada ainda manteve o gás da série, mas houve uma queda de qualidade na terceira, e na quarta. O final desta temporada não foi o melhor momento desta família moderna, mas trouxe um ponto interesse em relação ao lado dramático dos personagens. O episódio foi dirigido por Steven Levitan, um dos criadores da série, e escrito por Christopher Lloyd, o outro criador do show, e Jeffrey Richman. Foi exibido no dia 22 de maio.

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Quando um episódio de uma série de humor te marca mais pela parte dramática do que pelas piadas e outras inserções, sem arrancar risos do expectador, é sinal de que algo está errado. Gracie, para quem não sabe, é a mãe de Phill Dunphy (Ty Burrell). Após o falecimento dela, que não apareceu na série, toda a família vai para a Flórida, se despedir. Esse é o mote do episódio final. Aliás, a maioria das séries de humor que assisto pecou no que diz respeito a final de temporada. The Big Bag Theory, Raising Hope e Community tiveram finais péssimos, que não te dão vontade nenhuma de continuar acompanhando a série. Quem mudou isso foi apenas How I Met Your Mother, mas falaremos disso em outro post. Apenas Phill e sua filha Alex se destacam no episódio, e mais pela atuação dramática do que humorística. Em relação aos outros personagens, a impressão é que faltou tempo para trabalhar suas histórias, principalmente a do Jay, que foi, de longe, a mais desnecessária. Haley foi a mais prejudicada por isso. E faltou a Lily Tucker-Pritchett, que nem aparecer neste episódio apareceu.

Claro que não dá mais para falar do episódio sem contar spoilers, então, se você ainda não viu, baixe via torrent ou pelo seu site preferido, ou vá assistir na TV. Deixa o site aberto. Depois que você terminar, continua a leitura, e vê se concorda ou não comigo.

— SPOILERFOBIA —

 Ver o Phill sério, sem ser o pai palhação, às vezes é mais engraçado do que quando ele quer se engraçado. Aliás, estes são os melhores momentos dele. O episódio inteiro é centrado nisso. Com a dor de perder a mãe, ele ainda tem que cumprir o último desejo louco dela: fazer com que seu pai, Frank Dunphy (Fred Willard), conheça aquela que Grace escolheu para ser sua substituta. Minha torcida é para que o assunto seja tratado já no começo da quinta temporada, mas poderia ter sido melhor definido nesta season finale. Muitas das outras histórias eram desnecessárias.

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A principal delas é a história do Jay (Ed O’Neill), que encontrou na casa da frente à dos Dunphys a mulher com quem ele perdeu a virgindade. Depois que Jay contou quase toda a história, ela se recordou quem ele era, e foi buscar algo para ele. Sério, eu pensei que seria um filho, algo assim, e isso faria aquela ramificação da história ter algum valor. Como ele contaria para Glória? Como outro homem, bem mais velho que Claire e Mitchel, entraria nessa história? Seria um ponto interessante para renovar a série. Mas não, a velha Charlotte (Millicent Martin) trás é uma caixa com ‘lembranças de soldados’ e Jay percebe que a velha era muito rodada. Como eu disse, desnecessário. Só o filho salvaria essa história.

Mitchell (Jesse Tyler Ferguson) e Glória (Sofia Vergara) começam outra história do episódio, uma onde a colombiana é procurada pela polícia por envolvimento com prostituição. Nada que desabone o passado dela. É que depois que ela se mudou, a casa onde ela morava virou um puteiro e o nome dela constava ainda no contrato de aluguel. O advogado Mitchell vai com ela à Corte para resolver a pendência. Antes disso, ele ajuda várias pessoas que tinham audiências marcadas para antes da de Glória e vai vencendo todos os casos. A expectativa era de que ele errasse em algum momento, ou principalmente, errasse na hora da Glória. Mas nada disso aconteceu. Cansada, a juíza aceita o pedido e limpa o nome da Glória. Pronto. Simples. Uma escolha fraca. Quem vê espera uma complicação, uma Glória se envolvendo em confusão pelo seu temperamento latino. Mas nada. Só serve para fazer o Mitchell querer voltar a advogar. Só. Também desnecessário.

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Cam (Eric Stonestreet) também foi prejudicado pela história. Mal chegou a Flórida, o gay mor da série vai se familiarizando com as fofocas do local e fica sabendo de tudo. Ele se dá muito bem com o grupo de leitura da 3ª idade, mas durante um jogo de Majong, cria um conflito entre três idosas e acaba complicando aquele clima de paz. Só a atuação de Eric salva ali, mas também nada demais. Dessa história não esperava nada.

Dentre as crianças, a única que merece ser citada é a Alex (Ariel Winter). Desde o primeiro momento ela afirma que é a mais parecida com a sua avó, que é considerada por todos uma mulher à frente da sua época, e todos os outros debocham de sua cara. A verdade é que a velha é realmente admirada e achavam que Alex estava ‘se achando’ com a auto comparação. Grace havia deixado uma caixa para Phill dar às crianças. Havia um envelope pro Phill, com o pedido que disse antes, de encontrar a sua madrasta, e presente para as crianças.  Enquanto Haley ganha uma joia e Luke um relógio de bolso, Alex ganha um simples isqueiro. A carta junto ao objeto vinha com uma inscrição simples: “isso é um isqueiro”. Ela não entende o problema e acha que sua avó estava realmente doida nos momentos finais de sua existência. Até que seu avô Frank a mostra que o envelope estava grudado devido ao calor e que a havia outra mensagem. Aí sim… Na hora da cerimônia com as cinzas de Grace, Alex toma a palavra e faz aquele que é o melhor momento da temporada. O isqueiro era de Paul Newman, que ele esqueceu em uma lanchonete. Grace então o pegou, um pequeno delito visto pelo garçom. O garçom disse que não contaria nada e desde então eles se conheceram, se casaram e tiveram vários filhos e netos, entre eles, a Alex. O isqueiro representava um ato contra a personalidade dela, de mulher certinha, que resultou em uma das melhores coisas de sua vida, que a ligou ao homem que ela amaria. A mensagem era clara para Alex. Ela entendeu muito bem e, com o isqueiro, acendeu uma última queima de fogos de artifícios para a sua avó. Realmente lindo. Aliás, quase todos os episódios desta temporada terminam com estes finais água com açúcar.

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E a temporada termina assim: Mitchell que voltar a ser advogado, Phill tem que apresentar Annie (Anita Gillette) para seu pai. Cam, Jay, Glória, e todos os outros não tem mais nada o que fazer. Ainda acho que a ideia do filho e a prisão da Glória teriam salvo o episódio…

Por Zé Vinícius

Você precisa conhecer It’s Always Sunny In Philadelphia

4 jun
Série de comédia da FX é feita para quem gosta de humor negro

Série de comédia da FX é feita para quem gosta de humor negro

Essa é minha série de humor favorita. E só conheço uma pessoa que assiste, o Zé Vinícius, que me apresentou o show. Não vejo ninguém falando dela e por isso faço um convite, assistam It’s Always Sunny In Philadelphia (IASIP). Com muita loucura e humor negro, IASIP estreou na Fox em 2005 e, três dias depois, foi movida para a FX. Não sei o que houve, mas o grande público deve ter achado a série estranha demais, e de fato é, talvez por isso eu goste tanto. Apesar de pouco conhecida no Brasil, IASIP é uma série de sucesso mantida por seu nicho de fãs. Caso contrário não teria chegado a sua 8ª temporada em 2012 e não teria sido renovada para mais outros dois anos.

IASIP nasceu da necessidade de seu criador, Rob McElhenney. O ator, que também é um dos protagonistas do show, estava com dificuldades em conseguir papéis em Hollywood e pagar suas contas. Então, com uma ideia na cabeça e uma câmera na mão, gravou uma cena em que um cara não sabe o que fazer quando o amigo diz que tem câncer. Esse short film foi produzido com a ajuda de amigos, os atores Charlie Day e Glenn Howerton, também protagonistas da série. O pessoal da Fox gostou do material e topou produzir a história. E vale lembrar que a cena do câncer foi o tema de um episódio da primeira temporada.

Protagonizada por atores pouco conhecidos; Rob McElhenney (Mac), Glenn Howerton (Dennis), Charlie Day (Charlie) e Kaitlin Olson (Dee); a série só conta com um medalhão, Danny DeVito (Frank), que entrou na 2ª temporada. A série é sobre quatro amigos e o pai de dois deles (Frank) que administram um bar na Philadelphia, o “Paddy’s Irish Pub”. Chamá-los de amigos é apenas uma forma de tentar explicar a gangue (como eles chamam o grupo, the gang), porque eles não se amam, não são carinhosos uns com os outros e não se ajudam. Muito pelo contrário, na gangue é cada um por si, sem medir esforços de ferrar com o outro.

Para mim o título da série é uma grande ironia. “É sempre ensolarado na Philadelphia”. Ok, de fato os dias da cidade mostrados pelo show são quase sempre claros e lindos, mas o fato é que a turma só fica no escuro bar. Tem até um episódio que brinca com isso. Eles discutem e bebem na mesa do bar, e Charlie diz pra eles aproveitarem o dia. Aí a cena é cortada e os cinco aparecem no parque da cidade, porém bebendo e conversando as mesmas bobagens. Ou seja, não interessa o ambiente, a iluminada Philadelphia nunca entra na alma da gangue.

Todos os personagens são egocêntricos e possuem sérios problemas de relacionamento, pra não falar distúrbios psicológicos. Para mim IASIP é um ensaio sobre a loucura. Os personagens são metidos, falsos, covardes, narcisistas, ignorantes, manipuladores, mentirosos, preconceituosos, burros, influenciáveis e por aí vai. Um dia parei pra pensar e não vi qualidade em nenhum deles. Mas isso é o legal da série, mostrar como o ser humano pode ser babaca e fazer coisas absurdas. Por ser exibida em um canal a cabo, o elenco/produtores/roteiristas (que são Rob, Glenn e Charlie) têm total liberdade de criação, e isso resulta em uma série corajosa que só fala sobre assuntos polêmicos: racismo, homofobia, pedofilia, aborto, bebês abandonados, barriga de aluguel, nazismo, eutanásia, prostituição, uso de drogas, religião, etc.

It's Always Sunny in Philadelphia

IASIP é um show de acontecimentos absurdos e politicamente incorretos. Como em um episódio que Charlie e Dee vão comer carne humana, em outro que Dee finge que seu imaginário bebê morreu só para ganhar auxílio do governo, ou quando os gêmeos Dee e Dennis fingem ser viciados em drogas para receber dinheiro do governo, ou quando Frank promove um concurso de beleza infantil tentando provar que não é pedófilo, ou quando Charlie cheira cola e come comida de gato para conseguir dormir em seu horrível apartamento, ou quando Mac se apaixona por um travesti e decide esperar até a cirurgia para consumar a relação, ou quando eles viciam um padre em cocaína e fazem o coitado abandonar a batina e viver nas ruas, ou ver Charlie apaixonado por uma garçonete durante oito anos sem nem ao menos saber o nome da garota.

O melhor de tudo é como a série sempre se supera. Adorei todas as temporadas, e achei que ela não podia melhorar mais, apenas manter sua qualidade. Mas os quatro primeiros episódios da 7ª temporada são o supra-sumo da história. É simplesmente incrível e chocante como eles (personagens) pioram e (a série) só melhora.

It’s Always Sunny in Philadelphia é minha série de humor favorita ever. Não só por ser engraçada, mas por ser algo totalmente novo, inteligente e corajoso. Não conheço nenhuma série parecida com IASIP. Para mim a série é revolucionária. O produto é totalmente original e ousado. Afinal é difícil fazer graça com tantos temas polêmicos. Eu assisto à série e sempre me pergunto como eles tiveram coragem de tocar em determinado assunto.

IASIP é amada pela crítica e desprezada pelo grande público, que está acostumado à velha fórmula das sitcoms americanas. A série da FX é para um público reduzido, público que não necessita da claque (aquelas risadas e aplausos de fundo de cena) para entender uma situação e rir do quão absurda ela é. A série é para um público que gosta e entende o humor negro sem se sentir ofendidinho. É pra quem sabe rir de si mesmo e ver as piadas escondidas por trás de assuntos polêmicos. É para quem gosta de pensar um pouquinho mais. Desculpe a frase, mas It’s Always Sunny in Philadelphia dá um tapa na cara da sociedade toda semana. Vocês não têm ideia do que estão perdendo, uma das melhores comédias da década. Pra mim, a melhor de todos os tempos.

 

Por Débora Anício