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REVIEW: Dexter (S08XE04 – Scar Tissue)

23 jul

Dexter

 

 

Desde que comecei a assistir Dexter já passei pelas mais diversas sensações. Surpresa, medo, apreensão, alívio, alegria, tristeza, vergonha, nojo, etc. Mas confesso que agora não sei com qual sensação estou depois de ver os quatro primeiros episódios dessa temporada. Vou tentar esquecer as tramas e sua profundidade (que foi jogada pra escanteio há anos pelos produtores do show) e me ater à dinâmica do episódio do último domingo, “Scar Tissue”. Ou melhor, me ater a sequência incrível de cenas mal produzidas, dirigidas e montadas.

O episódio começa com um flashback do fatídico final da 7ª temporada, quando Debra atirou em LaGuerta para proteger seu big brother. Achei isso bem desnecessário, afinal não tenho a menor vontade de rever as coisas absurdas que aconteceram nas temporadas 5, 6 e 7. E também é surreal que Deb tenha aceitado a ajuda de Vogel. Como ela topa ser tratada pela mulher que criou o monstro Dexter, mostro esse que ela agora quer fora de sua vida? Como, depois de acordar do sono causado pela agulha do irmão e de ser algemada ao sofá de sua casa, uma pessoa aceita tranquilamente a ajuda de alguém que nunca viu na vida?

Vogel é a mais nova terapeuta de Debra

Vogel é a mais nova terapeuta de Debra

Quanto ao assassinato onde a equipe da Miami Metro está trabalhando… confesso que não dou a mínima. Nem sequer me preocupei em ler as legendas neste momento, mas acho que a leitura não ia fazer a piada de Masuka mais engraçada.

E o que dizer do amor repentino de Dexter pela irmã? Já disse e repito, Deb sempre foi essencial pra vida dele e sempre torci para ela rejeitar o irmão e deixar Dexter se rastejando atrás dela. Mas agora isso parece acontecer de forma artificial e sem nenhum propósito. Dexter sempre trocou Deb pelo primeiro desconhecido ou potencial vítima que aparecia pela frente, e hoje chega a ser patético a forma como ele, do nada, ama incondicionalmente a irmã. Cheguei até a visualizar uma certa romantização na cena onde eles se encontram fora da delegacia, achei que ia ter um abraço depois daquela ceninha.

O plot de Harry ter tido ajuda profissional para criar o código moral do filho pode até ser interessante, mas é inaceitável isso aparecer apenas na última temporada, já que nunca houve pistas disso. Não deixo de pensar que isso foi uma solução de última hora de uma equipe de roteiristas que não sabia mais o que fazer com o herói.

Sempre foi fácil e sempre será

Agora vamos às saídas fáceis. Entrar na casa de um desconhecido sempre foi mamão com açúcar para Dexter. Mas o que dizer das pistas que são jogadas na cara do protagonista? O que dizer da fotinha de sua nova vítima ao lado do pai, do calendário com o nome do asilo onde o velho está, e da patética repetitiva analogia com a situação da vítima com a do assassino (“Parece que Yates achou um jeito de manter sua família em sua vida. Será que vou conseguir fazer o mesmo com Deb?”)?

Potencial nova namorada eu não comento. Já basta ter aturado Lumen e Hannah.

Muitos fãs não gostam do Quinn, mas até que estou simpatizando com o personagem. Ele ainda gosta da ex e continua tentando ajudá-la, defender sua honra ou voltar pra ela, sei lá. Mas por incrível que pareça, Quinn parece o único personagem centrado deste ano. E o único que nos faz lembrar o quanto Deb era (ou é) incrível.

Agora Masuka tem uma filha

Agora Masuka tem uma filha

A cena onde Masuka conhece sua filha é desnecessária em tantos níveis diferentes que prefiro nem me aprofundar no assunto.

O “coleguismo” entre Debra e seu chefe só pode render duas coisas: ou o cara é vilão ou os dois vão se pegar. Qualquer coisa diferente disso fará Elway ser mais uma peça sem uso no tabuleiro.

Fórmula desgastada

Dexter é um monstro e quer manter sua família longe dessa realidade. Ele se sente sozinho. Conhece uma pessoa que parece entendê-lo como ele realmente é. Dexter ajuda essa pessoa que conheceu há dois minutos sem pestanejar, nem que pra isso tenha que pisar na cabeça de seus familiares. Dexter mata todos os inimigos de seu novo amigo. Dexter descobre que seu novo amigo o está usando. Dexter fica puto e decide se livrar do novo amigo ao perceber que sua vida ou a de seus familiares está em risco. Dexter tenta se aproximar de sua família, se afastar do novo amigo e, preferencialmente, matar seu novo best friend forever.

Esse foi o plot usado em sete anos, e obviamente ele não seria trocado agora. O serial killer descobriu que é tema de um livro de Vogel e ficou putinho da vida e quer a nova mamãe fora de sua vida. Que original!

Falhas incríveis

Dexter faz uma armadilha para pegar sua nova vítima NUM ASILO. Liga do local para o filhinho mentindo que seu pai está morrendo e o cara chega diretamente no quarto, ou seja, não é necessário passar pela administração ou correr atrás de um médico ou enfermeira para saber o que está acontecendo com o seu pai. O filho vai direto ao quarto e encontra o protagonista, que depois de ver sua vítima fugir pela janela se esconde ATRÁS DA PORTA e não é mais visto por ninguém. Poderia dizer que não, mas já sabia que Dexter adquiriu poderes de invisibilidade há muitos anos.  

Por incrível que pareça, Quinn é o único personagem com dignidade na série

Por incrível que pareça, Quinn é o único personagem com dignidade na série

Lado bom

Quinn novamente, por incrível que pareça ele está sendo a única coisa legal deste ano. A cena onde ele e Deb conversam foi muito interessante, digna e cheia de nostalgia. Foi bom ver os dois conversando normalmente, Deb reconhecendo o que o ex tem feito por ela. Isso nos deu uma amostra de quem Debra costumava ser. Ver os dois abraçados me fez lembrar de uma época em que as coisas faziam sentido. Ok que Quinn não é lindo e não é o namorado perfeito, mas sempre achei que os dois juntos faziam muito sentido como um casal. Mas por que Deb está chamando ele de Joey, se quando os dois se conheceram, ficaram amigos, namoraram e até moraram juntos ela só chamava o cara de Quinn? Acho que os novos roteiristas não viram as outras temporadas direito. É um detalhe bobo, eu sei, mas tem que ter coerência né, gente?!

Episode 804

Lado ruim

Na verdade a cena final foi apenas mais uma de uma sequência de coisas ruins. Deb tentou se matar e levar seu maninho junto, daí foi salva e resolveu salvar o irmão também? Essa foi a mesma situação onde matou LaGuerta, ela não precisava ir ao contêiner, mas foi. Ela não precisava causar esse estúpido acidente, mas causou. Mas por que não foi até o fim? E por que o pescador que a salvou não correu atrás de Dexter? Como uma pessoa que acabou de sofrer um acidente e quase se afogou tem forças para retirar um homem daquele tamanho de dentro de um carro afundado? Essa são perguntas que certamente não serão respondidas.

 

Por Débora Anício

 

 

 

 

REVIEW: Dexter (S08XE03 What’s Eating Dexter Morgan?)

17 jul

Dexter

Dexter, me ajude a te ajudar. Juro que tentei deixar minhas reclamações de lado, esquecer as centenas de furos de roteiros, ignorar o fato de que todas as temporadas repetem a mesma desgastada fórmula, mas não consegui. Até dei um jeito de apagar as sete temporadas anteriores e curtir sem muitas exigências os dois episódios iniciais da oitava temporada, mas agora não dá mais, toda minha amargura e mimimi voltaram com o fraquíssimo “What’s Eating Dexter Morgan?”.

Não tenho mais nenhuma paciência para as analogias de Dexter. Qual a necessidade daquele dramazinho com o Harrison no início do episódio senão para fazer um ANALOGIA de que ele não consegue curar a irmã? Qual a necessidade do canibal na trama senão para apenas servir como a ANALOGIA que dá nome ao episódio e para fazer a ANALOGIA de que ele consome todos que ama. Que preguiça! As analogias de Dexter, que no início da série eram até divertidamente sombrias e tinham nexo com a história, hoje não passam de um vício de uma equipe preguiçosa de roteiristas. Prefiro mil vezes os trocadilhos de Phil Dunphy em Modern Family.

Dexter já confia plenamente na doutora que ele conheceu há alguns dias

Dexter já confia plenamente na doutora que ele conheceu há alguns dias

Mas vamos ao episódio. MAIS UMA VEZ ele acata tudo o que é dito pelo pessoa que ele conhece há dois dias. Nunca viu a doutora na vida e já toma tudo o que ela diz como verdade. “Ela está certa. Eu sou perfeito”. E como que esse homem, teoricamente inteligente, deixa a irmã drogada e algemada sozinha com uma completa desconhecida?

E de novo Dexter vira alvo do assassino da vez por conta de uma pessoa que conhece há poucas horas. E de novo esse herói altruísta gasta quase todo seu tempo para salvar essa boa senhora que ele nunca viu na vida. E sério que ele espera salvar a irmã de seu inferno astral mostrando um vídeo pra ela?

Jennifer Carpenter tem roubado a cena com sua Debra Morgan

Jennifer Carpenter tem roubado a cena com sua Debra Morgan

O início do episódio (ou ele inteiro) foi extrememente chato e a cena do shopping foi, no mínimo, desnecessária. Isso pra não dizer que foi a cena perfeita pra mostrar como Michael C. Hall está  num piloto automático fodido. Mas por falar em atuações, temos que bater palmas para Jennifer Carpenter, que nos últimos anos tem se especializado em tirar leite de pedra. A personagem Debra Morgan foi totalmente descaracterizada pela Showtime ao longo dos anos e só agora parecem querer explorar o sofrimento dela, coisa que deveria ter acontecido há muito tempo. É super clichê essa história de cair no vício para esquecer a realidade, mas pelo menos estão fazendo a personagem sentir na pele o inferno que sua vida virou quando descobriu o segredinho do irmão. E Jennifer Carpenter está muito bem em suas cenas. Destaque para sua risada louca quando vê o estrago que fez no poste.

E os coadjuvantes… O que eu disse antes vem se concretizando, os personagens secundários continuam desnecessários ao desenrolar da trama. As piadas do Masuka perderam totalmente o sentido e a graça, não sei o motivo da existência daquela nova detetive, Batista é um personagem morto-vivo, Harrison apareceu por dois minutos e Jamie continua sem carisma e sem função. O único que parece ter uma chande de ter histórias para interpretar é Desmond Harrington, o intérprete de Joseph Quinn.

Quinn vem ganhando destaque na série ao tentar ajudar sua ex

Quinn vem ganhando destaque na série ao tentar ajudar sua ex

Não sei porquê, mas Deb vem recorrendo ao ex-namorado e ele sempre se mostra disposto a ajudar. Ao que parece ainda há sentimento e é possível que eles reatem. Mas o que não consigo entender é como Quinn não liga a saída de Deb da polícia, seu afogamento em bebidas e drogas, e o fato dela estar brigada com Dexter significarem algo mais. PELO AMOR DE DEUS, esse cara investigou o Dexter na quinta temporada e viu que tinha algo errado com ele. Que má vontade é essa dos roteiristas de não ligarem uma coisa a outra? É óbvio que o inferno de Deb tem algo a ver com a morte de LaGuerta. E é óbvio que Dexter também tem sua cota no inferno da irmã, afinal de contas Deb está ignorando o adorado irmão e recorrendo ao ex pra resolver seus problemas. Por que Quinn não liga uma coisa a outra?

Me pergunto o que a Showtime tem pra contar em mais nove episódios. Por que até agora foi só chatice e um caso da temporada bem do sem graça. Se algum dia sonhei que a série daria aos fãs ao menos um final digno, bom… não tenho mais essa esperança.

Por Débora Anício

REVIEW: Dexter (S08E02 Every Silver Lining)

9 jul

Dexter e Vogel

Ok, são apenas 12 episódios. Ok, essa é a última temporada. Mas acho que nunca vou me acostumar à velocidade com que as tramas de Dexter acontecem. Nosso serial killer acaba de conhecer a mulher que ajudou a criar o Código de Harry e prontamente acredita em tudo o que ela diz. Tudo bem que ela tinha os vídeos como prova. Mas isso era motivo para permanecer em sua casa e ouvir toda a história sem muitos questionamentos? Isso era motivo para tomar a rápida decisão de ajudá-la?

Agora Dra. Vogel é a mais nova amiga de Dexter. Ou melhor, a psquiatra é a mais nova mãe do herói. Como Dexter é uma pessoa muito caridosa, resolveu ajudar sua nova mamis. Mas pelo visto o novo assassino de Miami parece ter muitos motivos para provocar a doutora. A metáfora dos assassinatos é bem clara: O assassino coage pessoas a matar suas vítimas. Tudo bem parecido com o que Harry e Vogel fizeram com Dexter. Condicionaram o garoto a um código e decidiram quem ele podia matar.

O plot mamãe e filhinho pode até render boas metáforas e cenas, mas não acredito que se aprofunde muito. Visto que a cena na qual Dexter conhece quem construiu o seu modus operandi não durou mais que cinco minutos. Para mim a doutora vai descambar de uma vítima em potencial para a grande vilã da temporada. Mas vamos aguardar.  E por falar em filhinho… Onde está Harrison? O garoto que teve até um papel interessante no último episódio, representando um pé no saco do papai, simplesmente desapareceu neste episódio.

Dexter e Debra

“Talk to me, Deb”. Ai como eu queria ouvir isso da boca de Dexter há temporadas atrás. Me lembro muito do primeiro ano do show, quando Deb vivia pedindo isso ao irmão: “Talk to me, Dexter”. Mas agora os papéis se inverteram e a policial continua sua saga de ignorar o irmão, plot que eu adoro, diga-se de passagem.

Deb não se abre mais com Dexter, nem mesmo nos momentos em que precisa de sua ajuda. Depois de descobrir o segredo do irmão e matar LaGuerta, a detetive se perdeu totalmente e está vivendo a vida loucamente. Deb perdeu o respeito pela vida humana e mata sem pensar, e sem nem mesmo cobrir seus rastros. E como foi triste vê-la entrar na Miami Metro daquele jeito. Nesse momento pintou meu lado saudosista, de quando a série era boa e Deb fez de tudo para crescer no departamento de polícia. É triste ver a deteriorização da personagem e saber que ela voltou ao seu local de trabalho para ser interrogada.

Quanto aos coadjuvantes, bem… continuam descessários. A não ser Quinn, que pode representar algum papel importante para Deb. Pelo visto ele não esqueceu a ex-namorada e tentará ajudá-la. Resta saber se o policial terá forças suficientes para tirar Deb do buraco profundo onde se enfiou.

Dex

Mas a aproximação super veloz de Dexter com a doutora me incomoda muito. Chega a ser ridículo ver um homem inteligente, um assassino frio e calculista se colocar prontamente a ajudar uma mulher que ele nunca viu na vida. Essas garotices de Dexter sempre me incomodam. E pelo visto a doutora vai querer entrar fundo na mente do serial killer e, principalmente, entender o relacionamento dele com Deb. Por enquanto Dexter está deixando a irmã fora do papo, mas até quando? A loucura de Deb pode vir a atrapalhar a vida do serial killer e, consequentemente, os planos de Vogel de ter a ajuda de Dex. Para mim a psiquiatra vai servir mais para unir ou separar de vez os irmãos.

E este foi o primeiro episódio dirigido por Michael C. Hall. O ator está há tanto tempo na trama e tão à vontade que resolveu assumir a direção. O teste foi bom, mas não deixou nenhuma marca pessoal. O episódio seguiu a linha tomada pelo show, mas foi bom ver o ator explorando outras áreas.

*Bateu uma saudade imensa do início da série quando a trilha incidental da trama é executada na cena onde Dexter encontra o provável assassino morto na cabana de caça. É uma pena que a trilha sonora foi pouco a pouco sendo deixada de lado ao longo dos anos da série.

Por Débora Anício

O que esperar da última temporada de Dexter?

26 jun
DEXTER (Season 8)

A 8ª e última temporada de Dexter começa neste domingo, dia 30 de junho

ATENÇÃO: O texto a seguir não reflete a opinião do blog Salada de Bacon, mas de sua autora: Débora Anício. Lembrando que cada um tem direito à sua opinião, só não iremos aceitar ofensas nos comentários.

Meu sonho é que a última temporada de Dexter dê um final digno às quatro ótimas primeiras temporadas da série. Mas isso é apenas uma ilusão passageira, pois o máximo que irá acontecer é a 8ª temporada fechar as histórias mal contadas dos últimos três anos.

O que quero muito, MUITO MESMO, é ver Dexter morto. Depois de tudo que aconteceu, o mínimo que o serial killer merece é a ponta de uma faca em seu pescoço.

Pelos spoilers que já li, Deb vai começar a 8ª temporada da maneira que eu sempre quis: a detetive vai ignorar o irmão. Se Dexter fosse uma série coerente e se eu ainda tivesse ilusões com a trama, apostaria num clímax incrível entre os personagens com esse plot. Mas como esse não é o caso, acho que essa estranheza entre os irmãos vai durar apenas dois episódios. Depois Deb volta a ser a personagem patética em que se transformou no fim do 6º ano e vai desperdiçar sua vida sendo devota ao irmão, que provavelmente não vai ligar a mínima pra ela quando Hannah voltar.

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Quanto aos coadjuvantes… Bom, todos eles devem se manter desnecessários ao desenrolar da trama como sempre. Quinn seguirá um idiota sem rumo, Masuka um tarado sem mulheres, Batista um chefe sem perspectiva de vida, Harrison aparecendo por dois minutos e sua babá idem.

Novidades

A personagem Dra. Evelyn Vogel (Charlotte Rampling) entrará na série e, ao que tudo indica, a expert em psicopatas vai se interessar em estudar nosso serial killer. E em outro spoiler que li, a Dra. parece ter sido amiga de Harry e teria, inclusive, ajudado o pai de Dexter a criar o seu código.

O que poderia ser espetacular no início da trama ganha ares de samba do crioulo doido agora. Por que inserir a criadora do código de Harry agora, já que o próprio código acabou por perder seu sentido ao longo de sete anos e foi totalmente infantilizado na última temporada?

Além de ignorar o irmão, Debra também estará fora da Miami Metro, trabalhando como detetive particular, mergulhada em remédios e drogas e voltando à sua velha vida de pegar vários caras. Tudo isso devido ao stress pós-tramáutico causado pelo assassinato de LaGuerta.

É possível que o ex-casal se reaproxime nesta temporada

É possível que o ex-casal se reaproxime nesta temporada

E ao que tudo indica, nossa querida policial boca suja poderá voltar para Quinn. O que torna ainda mais sem sentido o término dos dois na 6ª temporada. Não que eu morra de amores pelo Quinn, mas o romance só acabou para que ela se apaixonasse por Dexter. E isso só aconteceu porque os roteiristas acreditavam que precisava haver um motivo maior para Deb aceitar o irmão assassino. E depois que a paixão não colou entre os fãs, e a descoberta do grande segredo não foi nem de longe bem explorada, os roteiristas decidem dar uma requentada no namoro de Deb e Quinn. Não sei se eles vão reatar, mas o simples fato de por essa possibilidade já demonstra o fracasso que foi para a trama o término deste relacionamento entre os policiais.

O fim

Uma das coisas mais legais dessa reta final foi ver grande parte do elenco reunido na festa de lançamento da 8ª temporada. Atores como John Lithgow (Trinity), Julie Benz (Rita) e Jaime Murray (Lila) compareceram à festa e falaram sobre a série.

Grande parte do elenco se reuniu para a festa de lançamento da 8ª temporada

Grande parte do elenco se reuniu para a festa de lançamento da 8ª temporada

Em sua entrevista, Julie Benz falou do clima das gravações do piloto em Miami, e nesse momento minha mente viajou para a primeira temporada. Para aquele início marcado por uma fotografia clara e atores suados para mostrar o insuportável calor de Miami. Aquele início onde o protagonista me encantou logo de primeira por eu não fazer ideia do que/quem ele era. Para aquele momento em que a série era orgânica, coerente, os personagens eram bem apresentados, construídos e desenvolvidos. Época em que a música latina dava o tom do clima alto astral e praieiro da cidade e a música instrumental dava o tom da escuridão do protagonista. Fui transportada para a época em que a série era preocupada com detalhes e, principalmente, com o desenrolar conciso de sua trama.

E me dei conta de que, apesar de a série ter perdido todo o seu encanto para mim, eu ainda espero, embora sem muita convicção, que o fim da 8ª temporada ao menos respeite o que foi criado naquele piloto sensacional. Espero que o fim não se preocupe em encerrar as tramas das últimas três temporadas ruins, mas que faça jus às quatro primeiras sensacionais temporadas. Porque um dia, lá atrás, bem atrás, Dexter foi uma série FODA!

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P.S.:

Quando assisti ao episódio final da quarta temporada, lá pelas 01h da manhã, fiquei super ansiosa e vi o início da quinta temporada logo na sequência. O que me fez perder quase uma noite de sono. Não conseguiria dormir sem ver uma sequência para aquele desfecho chocante e sensacional, e me perguntei como os fãs aguentaram meses para ver o que se passaria após a morte de Rita. Mas hoje vejo que aquele episódio, “The Getaway”, deveria ter sido o último da saga de Dexter. Por que não acabou ali? POR QUE, Showtime? Teria sido perfeito.

Texto publicado também no Dexter Brasil. Maior site brasileiro da série.

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Por Débora Anício

Showtime libera informações sobre a 8ª temporada de Dexter

10 jun

Dexter_Deb

Durante toda a sétima temporada, Debra Morgan foi uma excelente policial e tenente, sempre no pé de Dexter, de modo até meio chato. Isso somente até o final da temporada. Mas no trailer da oitava e última temporada, que foi lançado em maio, percebemos que ela muda de comportamento. A impressão que dá é que Debra volta a ser um pouco do que era antes, o que pode ser um alívio para muita gente que não gostou de vê-la tão tensa na última temporada.

O amor por Dexter transforma a vida da personagem em um verdadeiro inferno. Ela passou de policial estreante, para policial auto-confiante, para depois ser assassina. E agora, na próxima temporada, podemos esperar uma Debra Morgan revoltada, perturbada.

Na nova temporada, há ainda a chegada de uma doutora especialista em psicopatas, o que representa uma grande ameaça para Dexter. Mas quem será essa doutora? E por que ela está dando tanta atenção a Dexter? Será que ela sabe alguma coisa?

A nova personagem, Dra. Evelyn Vogel, é interpretada por Charlotte Rampling. Ela é uma neuropsiquiatra, conhecida como “psychopath whisperer”. Tudo indica de que ela irá mudar muita coisa na história da série.

Esta última temporada será bastante agitada, esperamos que ela salve a série.

A 8ª temporada de Dexter estreia nos EUA no dia 30 de junho. No Brasil, ela sai no dia 1º de julho.

(Com informações do site TVLine)

Se você ainda não viu o trailer da 8ª temporada, confira aqui:

Para conferir mais notícias do Salada de Bacon, clique aqui.

Conheça Ray Donovan, a nova série da Showtime

8 jun
Ray Donovan estreia no dia 30 de junho

Ray Donovan estreia no dia 30 de junho

Com estreia marcada para o dia 30 de junho, logo após o primeiro episódio da 8ª e última temporada de Dexter, Ray Donovan chega para tentar ocupar o espaço que será deixado pelo serial killer mais amado da América na Showtime. Apesar de Homeland ser o grande carro chefe da emissora (vide os prêmios conquistados por seu cast e trama), Dexter tem um papel central no sucesso alcançado pelo canal a cabo americano, apesar de seus altos e baixos. Para atrair a audiência, a emissora resolveu antecipar a volta de Dexter (que em sete anos só entrava na programação na fall season –  em setembro/outubro) e promover seu novo show colado ao tão esperado fim do serial killer.

Ray Donovan é um drama familiar que se passa em Los Angeles, onde seu protagonista faz um trabalho sujo (não se sabe qual ainda) para livrar celebridades, atletas, magnatas e demais poderosos de problemas. Protagonizada por Liev Schreiber (o Dente de Sabre de Wolverine – ou mais conhecido como marido da Naomi Watts), a história se desenrola quando o pai de Donovan, interpretado por Jon Voight, sai da cadeia. Após esse fato a vida de Ray parece virar uma bagunça, já que ele odeia o pai.

Confira o trailer:

Confira o ensaio fotográfico dos protagonistas de Dexter

6 jun

Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, os intérpretes dos irmãos Dexter e Debra Morgan, posaram para uma sessão fotográfica da Entertainment Weekly nesta semana. Nas imagens divulgadas hoje, as estrelas do seriado Dexter, da Showtime, deram uma prévia do que poderá acontecer na última temporada da série, que começa no dia 30 de junho.

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