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Algumas coisas que você não sabia sobre “Orange is The New Black”

1 ago

Talvez a primeira delas seja o fato da nova série original da Netflix ser baseada numa história real. A dramédia com muitas pitadas de humor negro é inspirada na autobiografia best seller de Piper Kerman. A história gira em torno de uma mulher de 30 e poucos anos que se vê forçada a largar sua confortável vida em Nova York com o noivo para ir para a prisão, isso porque Piper é condenada a cumprir uma pena de 15 meses por envolvimento no tráfico de drogas. Crime cometido há 10 anos atrás, quando ela namorada a traficante Alex.

Além de ser baseada em um fato real, outra curiosidade é que o terceiro episódio da série foi dirigido por ninguém mais ninguém menos que Jodie Foster.

Jodie Foster dirigiu o terceiro episódio da série

Jodie Foster dirigiu o terceiro episódio da série

Veja abaixo outras curiosidades de “Orange is The New Black”

– A atriz que interpreta a detenta Yoga Jones era a dubladora de Patty Maionese

Pat Maionese

– Pablo Schreiber, que interpreta um dos policiais da penitenciária, é meio-irmão de Liev Schrieber (protagonista de Ray Donovan, marido de Naomi Watts e o Dente de Sabre do primeiro filme do Wolverine)

Pablo

– O irmão gêmeo de Laverne Cox (a transexual Sophia) interpretou o personagem antes da mudança de sexo no terceiro episódio

Sophia trans

– Na série não tem a mínima chance de saber, mas a atriz que interpreta a Crazy Eyes é normal

Crazy eyes

– Para os desavisados, houve uma referência à American Pie (filme estrelado pelo protagonista da série) no primeiro episódio

American Pie

– A atriz que interpreta a detenta-cozinheira Red, Kate Mulgrew, é mais conhecida por seu papel de Capitã Kathryn Janeway em Star Trek

Star Trek

– A música de abertura da série foi composta e interpretada por Regina Spektor

– Laura Prepon e Lauren Lapkus eram co-estrelas na série da NBC “Are You There, Chelsea”?

lauren

Laura Lauren

– A protagonista Taylor Schilling (Piper) se parece com Jared Leto (RISOS!)

Jaredd

Jared Leto

Fonte: BuzzFeed

REVIEW: Dexter (S08XE05 – This Little Piggy)

29 jul
O episódio começou com uma terapia de família

O episódio começou com uma terapia de família

Desnecessário, essa é a palavra que melhor define este episódio. Foram pouco mais de 40 minutos de plots desnecessários e desinteressantes. A cena inicial, dos dois irmãos sentados lado a lado e sendo confrontados pela figura materna, foi patética em termos de trama, mas até interessante no ponto de visto técnico, se é que posso chamar assim. Aquela tomada de câmera pouco usual na série se encaixou muito bem naquele momento. Pena que dramaticamente essa passagem não deixa muita coisa ao fã além de vergonha alheia.

Não entendo por que Deb se sujeita ao julgamento de Vogel. E nem por que Dexter acha que ela pode consertar seu relacionamento com a irmã. Ok, foi a doutora quem criou o código que guia a vida de Dexter, mas ela não deixa de ser uma total desconhecida pelos irmãos Morgan por causa disso.

A tentativa de double date é tão irrelevante que só vai merecer esta frase e esta foto na review (até demais, eu sei).

Jamie tenta arranjar uma namorada para seu patrão num ridículo double date

Jamie tenta arranjar uma namorada para seu patrão num ridículo double date

Voltando às tomadas de câmera, que parece que foram as únicas coisas legais desse episódio, destaco também a chegada de Dexter na Miami Metro. A cena onde ele sai do elevador com a câmera acompanhando o movimento de sua cabeça e a trilha incidental de fundo me fez lembrar muito os primeiros e bons anos da série. Já que a história não salva, nada melhor do que apelar pra memória afetiva dos fãs. Parabéns por isso, Showtime.

O sequestro de Vogel era tão óbvio que não sei porque Dexter e Deb ficaram surpresos. A mulher tava sendo perseguida e recebendo presentinhos do assassino serial da vez e era ÓBVIO que em algum momento o bad guy atacaria a doutora. É totalmente sem sentido ela permanecer tranquila em sua casa e não recorrer à proteção policial ou de uma empresa de segurança qualquer.

Episode 805

Também tivemos nesse episódio o desenrolar de mais uma investigação da polícia, fato que eu desprezo completamente, assim como o plot Quinn podendo ser sargento.

O episódio foi fraquíssimo e não trouxe nada de novo, pelo menos nada interessante e que acrescente à trama principal. Os vilões deste ano são fraquíssimos. Os assassinos e assassinatos são triviais e não assustam ninguém. Vogel, que tem potencial para colocar medo e provocar algum caos, até agora é apenas a figura maternal chata e sem sentido.

Ao fim desse episódio é que vi o quanto os produtores da série continuam covardes, mesmo no ano derradeiro de Dexter. Os vilões, assassinos, crimes e a velha fórmula não funcionam mais. Não dão medo. Não assustam. Não parecem mudar nada na vida do personagem. Na minha opinião, a única coisa que traria um suspiro de dignidade à série seria a descoberta (pela polícia) de quem Dexter é. Acho que só a fuga de Dexter da justiça traria algum aperto no coração ou medo pelo que pudesse acontecer, já que os vilões dos últimos anos são muito fracos e não chegam nem perto de ameaçar o super-herói Dexter (este superman sem kriptonita criado pelos produtores que não souberam manter a essência do personagem ao longo dos anos).

Agora os irmãos Morgan são parceiros de profissão/crime

Agora os irmãos Morgan são parceiros de profissão/crime

– Masuka e a filha. Harrison e o desenho. Batista e o novo sargento. Jamie e seu namoro nonsense com Quinn. Nada disso me interessa, sorry!

– E que chroma key horroroso da cena final. Era visível que os atores não estavam em alto mar, mas apenas num verde cenário de um estúdio em Los Angeles.

– E como Deb voltou rapidamente a correr atrás do irmão. O ódio durou três episódios e meio, como esperado por mim.

– E por que cargas d’água Dexter ainda não mudou a foto de Deb em seu celular? A imagem é a mesma da primeira temporada. Por favor né, Dexter! A mulher já passou por diversos cortes e cores de cabelo. Muda essa foto aí.

– E há algo que esqueci de citar na review anterior: A saída de Deb de seu inferno astral foi mostrada pela trama com a mudança do cabelo da personagem. É incrível isso. É super fácil parar de beber. É tranquilo se livrar do vício de cocaína. Mas fácil mesmo é fazer uma escova logo depois que você começa a ser tratada por uma mulher que você nunca viu na vida e que ainda por cima criou o código que guia a vida de seu irmão assassino

 

Por Débora Anício

REVIEW: Dexter (S08XE04 – Scar Tissue)

23 jul

Dexter

 

 

Desde que comecei a assistir Dexter já passei pelas mais diversas sensações. Surpresa, medo, apreensão, alívio, alegria, tristeza, vergonha, nojo, etc. Mas confesso que agora não sei com qual sensação estou depois de ver os quatro primeiros episódios dessa temporada. Vou tentar esquecer as tramas e sua profundidade (que foi jogada pra escanteio há anos pelos produtores do show) e me ater à dinâmica do episódio do último domingo, “Scar Tissue”. Ou melhor, me ater a sequência incrível de cenas mal produzidas, dirigidas e montadas.

O episódio começa com um flashback do fatídico final da 7ª temporada, quando Debra atirou em LaGuerta para proteger seu big brother. Achei isso bem desnecessário, afinal não tenho a menor vontade de rever as coisas absurdas que aconteceram nas temporadas 5, 6 e 7. E também é surreal que Deb tenha aceitado a ajuda de Vogel. Como ela topa ser tratada pela mulher que criou o monstro Dexter, mostro esse que ela agora quer fora de sua vida? Como, depois de acordar do sono causado pela agulha do irmão e de ser algemada ao sofá de sua casa, uma pessoa aceita tranquilamente a ajuda de alguém que nunca viu na vida?

Vogel é a mais nova terapeuta de Debra

Vogel é a mais nova terapeuta de Debra

Quanto ao assassinato onde a equipe da Miami Metro está trabalhando… confesso que não dou a mínima. Nem sequer me preocupei em ler as legendas neste momento, mas acho que a leitura não ia fazer a piada de Masuka mais engraçada.

E o que dizer do amor repentino de Dexter pela irmã? Já disse e repito, Deb sempre foi essencial pra vida dele e sempre torci para ela rejeitar o irmão e deixar Dexter se rastejando atrás dela. Mas agora isso parece acontecer de forma artificial e sem nenhum propósito. Dexter sempre trocou Deb pelo primeiro desconhecido ou potencial vítima que aparecia pela frente, e hoje chega a ser patético a forma como ele, do nada, ama incondicionalmente a irmã. Cheguei até a visualizar uma certa romantização na cena onde eles se encontram fora da delegacia, achei que ia ter um abraço depois daquela ceninha.

O plot de Harry ter tido ajuda profissional para criar o código moral do filho pode até ser interessante, mas é inaceitável isso aparecer apenas na última temporada, já que nunca houve pistas disso. Não deixo de pensar que isso foi uma solução de última hora de uma equipe de roteiristas que não sabia mais o que fazer com o herói.

Sempre foi fácil e sempre será

Agora vamos às saídas fáceis. Entrar na casa de um desconhecido sempre foi mamão com açúcar para Dexter. Mas o que dizer das pistas que são jogadas na cara do protagonista? O que dizer da fotinha de sua nova vítima ao lado do pai, do calendário com o nome do asilo onde o velho está, e da patética repetitiva analogia com a situação da vítima com a do assassino (“Parece que Yates achou um jeito de manter sua família em sua vida. Será que vou conseguir fazer o mesmo com Deb?”)?

Potencial nova namorada eu não comento. Já basta ter aturado Lumen e Hannah.

Muitos fãs não gostam do Quinn, mas até que estou simpatizando com o personagem. Ele ainda gosta da ex e continua tentando ajudá-la, defender sua honra ou voltar pra ela, sei lá. Mas por incrível que pareça, Quinn parece o único personagem centrado deste ano. E o único que nos faz lembrar o quanto Deb era (ou é) incrível.

Agora Masuka tem uma filha

Agora Masuka tem uma filha

A cena onde Masuka conhece sua filha é desnecessária em tantos níveis diferentes que prefiro nem me aprofundar no assunto.

O “coleguismo” entre Debra e seu chefe só pode render duas coisas: ou o cara é vilão ou os dois vão se pegar. Qualquer coisa diferente disso fará Elway ser mais uma peça sem uso no tabuleiro.

Fórmula desgastada

Dexter é um monstro e quer manter sua família longe dessa realidade. Ele se sente sozinho. Conhece uma pessoa que parece entendê-lo como ele realmente é. Dexter ajuda essa pessoa que conheceu há dois minutos sem pestanejar, nem que pra isso tenha que pisar na cabeça de seus familiares. Dexter mata todos os inimigos de seu novo amigo. Dexter descobre que seu novo amigo o está usando. Dexter fica puto e decide se livrar do novo amigo ao perceber que sua vida ou a de seus familiares está em risco. Dexter tenta se aproximar de sua família, se afastar do novo amigo e, preferencialmente, matar seu novo best friend forever.

Esse foi o plot usado em sete anos, e obviamente ele não seria trocado agora. O serial killer descobriu que é tema de um livro de Vogel e ficou putinho da vida e quer a nova mamãe fora de sua vida. Que original!

Falhas incríveis

Dexter faz uma armadilha para pegar sua nova vítima NUM ASILO. Liga do local para o filhinho mentindo que seu pai está morrendo e o cara chega diretamente no quarto, ou seja, não é necessário passar pela administração ou correr atrás de um médico ou enfermeira para saber o que está acontecendo com o seu pai. O filho vai direto ao quarto e encontra o protagonista, que depois de ver sua vítima fugir pela janela se esconde ATRÁS DA PORTA e não é mais visto por ninguém. Poderia dizer que não, mas já sabia que Dexter adquiriu poderes de invisibilidade há muitos anos.  

Por incrível que pareça, Quinn é o único personagem com dignidade na série

Por incrível que pareça, Quinn é o único personagem com dignidade na série

Lado bom

Quinn novamente, por incrível que pareça ele está sendo a única coisa legal deste ano. A cena onde ele e Deb conversam foi muito interessante, digna e cheia de nostalgia. Foi bom ver os dois conversando normalmente, Deb reconhecendo o que o ex tem feito por ela. Isso nos deu uma amostra de quem Debra costumava ser. Ver os dois abraçados me fez lembrar de uma época em que as coisas faziam sentido. Ok que Quinn não é lindo e não é o namorado perfeito, mas sempre achei que os dois juntos faziam muito sentido como um casal. Mas por que Deb está chamando ele de Joey, se quando os dois se conheceram, ficaram amigos, namoraram e até moraram juntos ela só chamava o cara de Quinn? Acho que os novos roteiristas não viram as outras temporadas direito. É um detalhe bobo, eu sei, mas tem que ter coerência né, gente?!

Episode 804

Lado ruim

Na verdade a cena final foi apenas mais uma de uma sequência de coisas ruins. Deb tentou se matar e levar seu maninho junto, daí foi salva e resolveu salvar o irmão também? Essa foi a mesma situação onde matou LaGuerta, ela não precisava ir ao contêiner, mas foi. Ela não precisava causar esse estúpido acidente, mas causou. Mas por que não foi até o fim? E por que o pescador que a salvou não correu atrás de Dexter? Como uma pessoa que acabou de sofrer um acidente e quase se afogou tem forças para retirar um homem daquele tamanho de dentro de um carro afundado? Essa são perguntas que certamente não serão respondidas.

 

Por Débora Anício

 

 

 

 

Apesar de algumas ressalvas, Arrested Development voltou genial como sempre

20 jul

arrested-developement

A desejada volta da cultuada série “Arrested Development” só foi possível graças ao Netflix, site de streaming que acreditou que valeria a pena resgatar a série, cancela pela Fox em 2006 após três temporadas de exibição. O retorno tão desejado foi bom não apenas para os fãs, mas também para o Netflix, que foi surpreendido com a ótima audiência e já pensa em produzir uma quinta temporada. Outro bom fruto foi a indicação de Jason Bateman (Michael Bluth) ao Emmy de melhor ator em série cômica. Feito inédito do Emmy, indicar produções em exibição apenas na internet.

Centrada numa família falida e disfuncional (com personagens quase não humanos – de tantos absurdos que cometem a cada episódio), Arrested Development sempre foi pontuada pelo único filho certinho (Michael) que tentava manter seus familiares unidos apesar da pobreza iminente e dos diversos problemas com a justiça. E é claro que esse objetivo não foi concretizado, já que era difícil manter juntos uma mãe controladora e alcoólatra, um pai infiel e corrupto, uma irmã sem nada na cabeça e que ignora totalmente a filha, uma sobrinha que tenta se dar bem a todo custo, um irmão desmiolado e outro que parece ter oito anos de idade e vive na barra da saia da mãe, um cunhado que não trabalha e outros personagens absurdamente irritantes para Michael e incrivelmente amados pelo público.

Os produtores optaram por uma nova dinâmica na quarta temporada, pautando cada episódio em um personagem. A nova temporada mostra o que aconteceu aos  membros da família Bluth depois do abrupto cancelamento da série (a narração especial para a abertura personalizada para cada personagem é impagável). Acredito que essa decisão não seja apenas criativa, mas também prática, já que foi muito difícil reunir o elenco para produzir a nova temporada, feito que só foi possível porque os atores têm um carinho especial por Arrested Development e abriram mão de seu curto tempo livre para gravar a série. Diante dessa situação provavelmente seria muito complicado reunir todo o elenco em um episódio, fato que só acontece em pouquíssimas cenas dessa nova temporada.

O ótimo Buster não ganhou muito destaque na quarta temporada

O ótimo Buster não ganhou muito destaque na quarta temporada

Em vários momentos dos 15 novos episódios eu gargalhei e fiquei super feliz com a volta da série, que permanece genial. Mas confesso que a nova dinâmica atrapalhou um pouco. Não entendo porque optaram por fazer dois episódios de Michael, Gerge Senior, George Michael e Lindsay, personagens menos carismáticos e, para mim, os mais sem graça. Não gostei de Lucille e Buster terem apenas um episódio cada para contar suas histórias. É claro que um personagem acaba entrando no episódio do outro, mas quem menos teve espaço na quarta temporada foi Buster, um dos meus personagens favoritos ever.

Destaques

Com essa disposição de episódios e opção por focar mais determinados membros da família Bluth, quem roubou a cena foi Tobias e, principalmente, Gob, que neste ano descobrimos que se chama George Oscar Bluth. Confesso que isso foi um alívio pra mim, porque sempre achei Gob um nome esquisito demais.

As histórias de Gob continuam surreais e ele continua a ter atitudes idiotas em relação a tudo. Destaque absoluto por seu vício no remedinho do Boa Noite Cinderela e das impagáveis cenas à lá “A Primeira Noite de Um Homem”, quando ele pensa em silêncio absoluto enquanto a câmera dá um close em seu rosto e toca a música “The Sounds of Silence”. E o que falar de seu envolvimento com seu arquirrival interpretado por Ben Stiller? E seu casametno com Ann (HER????)?

Gob voltou ainda mais divertido e insano

Gob voltou ainda mais divertido e insano

Também foi ótimo ver a série fazer piadas com o nome de George Michael, que depois de entrar para a faculdade descobriu que odeia seu nome e quer trocá-lo. E um dos motivos, claro, é o escândalo sexual protagonizado por seu xará cantor. Sempre que ouvia o nome George Michael nas primeiras temporadas dava um sorriso involuntário por fazer a ligação direta às escapadinhas do cantor britânico, e agora a série resolveu brincar com isso.

Destaque também para Lucille, que teve de cumprir pena em um hotel de luxo. Como não amar a personagem que controla a vida de todos e faz tudo de errado e ainda assim tem como prisão um luxuoso prédio? Ela toma champagne, joga cartas com as colegas, joga tênis e se veste bem, mas tudo isso com seu número de série preso ao peito, a única coisa que diz que ela é uma detenta.

Também foi ótimo ver a origem do louco advogado da família. Ele era apenas o filho do advogado do casal Bluth, e que dava as respostas mais erradas aos clientes, fazendo com que eles burlassem a lei sem pagar por isso. (TAKE TO THE SEA!!!!)

Tobias teve mais espaço, e Lindsay está com o rosto irreconhecível

Tobias teve mais espaço, e Lindsay está com o rosto irreconhecível

Outro destaque, mas dessa vez negativo é: O que fizeram com a Lindsay, ou melhor, o que fizeram com a Portia de Rossi? Confesso que achei que não me lembrava dela ou que tinham trocado de atriz, tamanha a diferença no rosto da mulher. Tive que parar o episódio e rever uma cena da primeira temporada para ter certeza de que ela estava mudada e que não era minha mente que estava me enganando. E mais, tive que ir ao google checar se não houve uma troca de atrizes. Mas não, não houve. A FEIÇÃO da mulher está completamente diferente por causa de plásticas mesmo. Uma pena, porque ela deu uma enfeiada boa. Não que esteja horrível, mas está irreconhecível. Essas estrelas de Hollywood não sabem e não querem envelhecer…

Essa é Lucille Bluth sofrendo em sua prisão de luxo

Essa é Lucille Bluth sofrendo em sua prisão de luxo

Genialidade

O ótimo elenco comanda um texto ágil e inteligente, muito inteligente, porque às vezes é difícil pegar a nuance das piadas, que muitas vezes se perdem pela tradução. E nessa temporada foi particularmente mais complicado acompanhar as tramas, já que muitas delas se passavam ao mesmo tempo. Em um dos primeiros episódios vemos Lindsay viajar para a Índia e sempre ser incomodada por outro passageiro do avião, e só alguns episódios depois é que vemos que esse passageiro era Tobias, seu ex-marido. Essa montagens devem ter sido bem complicadas de se fazer e acontecem o tempo inteiro. Várias cenas são mostradas ao espectador pelo ponto de vista de vários personagens, o que deixou tudo ainda mais incrível e divertido.

Apesar dos altos e baixos, Arrested Development continua genial e superior a muitas séries de humor por aí. A escolha da narração em off de Ron Howard (que participa, live action, da quarta temporada), a falta de claques e o ritmo rápido da série fizeram e sempre vão fazer toda a diferença. A quarta temporada não foi a mais divertida, mas deu pra matar a saudade dessa wealthy family who lost everything, and one son who had no choice but to keep them all together… It’s ARRESTED DEVELOPMENT!

Por Débora Anício

REVIEW: Ray Donovan (S08E03 – Twerk)

19 jul

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O terceiro episódio mostrou um pouco mais dos personagens, mas ainda não o suficiente para eu me apegar a eles. Em “Twerk” a gente pôde ver, ao menos um pouco, porque Ray odeia tanto Mick, afinal o velho é um idiota. O filho fazendo terapia, ou algo parecido, para tentar conviver com seu trauma de infância e o babaca do pai fazendo piadas de pedófilos.

Agora sabemos que a relação traumática de pai e filho também tem a ver com trabalho, já que o chefe de Ray, Ezra, tem pavor de Mick. E surgiu um personagem para caçar Mick e Ray.

Apesar de ser um sucesso de audiência pra Showtime, que vem alcançando recordes com uma série original, e de já ter assegurado uma segunda temporada, Ray Donovan ainda não me cativou. A dinâmica da série é chata e não vejo personagens carismáticos. Quem poderia me agradar, por seu jeito filho da puta de ser, é Mick, mas ainda não vejo muito sal no personagem e porque ele inspira tanto ódio.

CALENDÁRIO SÉRIES: Season Premiere – Brasil – JULHO (2ª quinzena)

18 jul

19/07 – Project Runway (S12E01)

21/07 – Ceder Cove (S01E01)

22/07 – Sister Wives (S04E01)

24/07 – Web Therapy (S03E01)

25/07 – NTSF:SD:SUV (S03E01)

26/07 – Children’s Hospital (S05E01)

29/07 – Unforgettable (S02E01)

Confira os nomeados ao Emmy Awards 2013

18 jul
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Aaron Paul e Neil Patrick Harris apresentaram as séries indicadas ao Emmy

A Academy of Television Arts & Sciences anunciou nesta quinta-feira (18/07) os nomeados à 65ª edição do Emmy Awards, importante prêmio voltado para séries e minisséries de TV. A nomeação foi feita por Aaron Paul (Jesse de Breaking Bad) e Neil Patrick Harris (Barney de How I Met Your Mother), que também será o mestre de cerimônias do Emmy, no dia 22 de setembro.

A disputa está acirrada entre as séries de drama nomeadas, com destaque para Game of Thrones, Breaking Bad, Homeland, Mad Men, House of Cards e Downtown Abbey. Já entre as séries de comédia, Modern Family lidera, com a maioria das indicações. Em minissérie ou filme, American Horror Story lidera em número de indicações.

Na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática”, destaque para a brasileira Morena Baccarin, de Homeland.

Nos EUA, o evento será exibido pela CBS. No Brasil, a transmissão será feita pelo canal a cabo Warner.

Confira a lista dos indicados:

Melhor ator em série dramática

Kevin Spacey (“House of cards”)
Hugh Bonneville (“Downton abbey”)
Jon Hamm (“Mad men”)
Damian Lewis (“Homeland”)
Bryan Cranston (“Breaking bad”)
Jeff Daniels (“The Newsroom”)

Melhor atriz em série dramática

Michelle Dockery (“Downton abbey”)
Elizabeth Moss (“Mad men”)
Claire Danes (“Homeland”)
Vera Farmiga (“Bates Motel”)
Kerry Washington (“Scandal”)
Robin Wright (“House of cards”)
Connie Britton (“Nashville”)

Melhor atriz coadjuvante em série dramática

Emilia Clarke (“Game of thrones”)
Anna Gunn (“Breaking bad”)
Maggie Smith (“Downton abbey”)
Morena Baccarin (“Homeland”)
Christina Hendricks (“Mad men”)
Christine Baranski (“The good wife”)

Melhor ator coadjuvante em série dramática

Aaron Paul (“Breaking bad”)
Bobby Cannavale (“Boardwalk Empire”)
Jim Carter (“Downton abbey”)
Peter Dinklage (“Game of thrones”)
Jonathan Banks (“Breaking bad”)
Mandy Patinkin (“Homeland”)

Melhor série de comédia

“Louie”
“Girls”
“30 rock”
“Veep”
“Modern family”
“The big bang theory”

Melhor série dramática

“Breaking bad”
“Game of thrones”
“Mad men”
“Downton abbey”
“Homeland”
“House of cards”

Melhor ator em série de comédia

Alec Baldwin (“30 Rock”)
Jason Bateman (“Arrested Development”)
Louis C.K. (“Louie”)
Don Cheadle (“House of lies”)
Matt Leblanc (“Episodes”)
Jim Parsons (“The big bang theory”)

Melhor atriz em série de comédia

Laura Dern (“Enlightened”)
Lena Dunham (“Girls”)
Edie Falco (“Nurse Jackie”)
Tina Fey (“30 Rock”)
Julia Louis-Dreyfus (“Veep”)
Amy Poehler (“Parks And Recreation”)

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

Mayim Bialik (“The big bang theory”)
Merritt Wever (“Nurse Jackie”)
Julie Bowen (“Modern family”)
Sofía Vergara (“Modern family”)
Jane Krakowski (“30 Rock”)
Jane Lynch (“Glee”)
Anna Chlumsky (“Veep”)

Melhor ator coadjuvante em série de comédia

Ed O’Neill (“Modern family”)
Jesse Tyler Ferguson (“Modern family”)
Ty Burrell (“Modern family”)
Eric Stonestreet (“Modern family”)
Bill Hader (“Saturday night live”)
Max Greenfield (“New girl”)

Melhor minissérie ou filme

“American Horror Story”
“Behind the candelabra”
“The Bible”
“Phil Spector”
“Political animals”
“Top of the lake”

Melhor ator em minissérie ou filme

Benedict Cumberbatch (“Parade’s end”)
Matt Damon (“Behind the candelabra”)
Michael Douglas (“Behind the candelabra”)
Toby Jones (“The girl”)
Al Pacino (“Phil Spector”)

Melhor atriz em minissérie ou filme

Jessica Lange (“American horror story”)
Laura Linney (“The Big C”)
Helen Mirren (“Phil Spector”)
Elizabeth Moss (“Top of the lake”)
Sigourney Weaver (“Political animals”)

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme

James Cromwell (“American horror story”)
Zachary Quinto (“American horror story”)
Scott Bakula (“Behind the candelabra”)
John Benjamin Hickey (“The Big C”)
Peter Mullan (“Top of the lake”)

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme

Sarah Paulson (“American horror story”)
Imelda Staunton (“The girl”)
Ellen Burstyn (“Political animals”)
Charlotte Rampling (“Restless”)
Alfre Woodard (“Steel Magnolias”)

Melhor reality show de competição

“The amazing race”
“Dancing with the stars”
“Project runaway”
“So you think you can dance”
“Top chef”
“The voice”

Melhor série de variedades

“The Colbert report”
“The daily show”
“Jimmy Kimmel live”
“Late night with Jimmy Fallon”
“Real time with Bill Maher”
“Saturday night live”

REVIEW: The Newsroom (S02E01)

18 jul

The-Newsroom

First Thing We Do, Let’s Kill All the Lawyers

Sobre o primeiro episódio da segunda temporada de The Newsroom, acho que a primeira coisa a comentar é: Graças a Deus mudaram a abertura! A primeira era horrível, com umas imagens dramáticas e o background deprê. Ok, a música continua a mesma, mas deram uma aceleradinha nela e estão mostrando cenas que têm mais a ver com a rotina da série.

Bem, a segunda temporada começou confusa, como a maioria dos episódios começa. Não dava para entender nada: por que o News Night precisava de uma equipe de advogados? Por que estão questionando todo mundo? Meus Deus, POR QUE a Maggie fez aquilo com o cabelo dela e está com aquela cara de revoltada??? Bateu um desespero quando não sabia a resposta para nada disso. Então, ao longo do episódio, os flashbacks.

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Jane Fonda dá um show interpretando a personagem Leona Lansing

I want the fucking pijama people stop stealing it

Sempre achei interessante o fato de utilizarem notícias reais na série, o que dá uma contextualizada bacana. Depois de Will McAvoy ter chamado a Tea Party de “o Talibã americano”, Reese Lansing, presidente da emissora AWM, foi barrado na porta da Câmara de Deputados, onde deveria participar da reunião do SOPA (Stop Online Piracy Act). Achei ótimo a Leona falando “I want the fucking pijama people stop stealing it” – referindo-se à pirataria. Achei isso hilário.

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Reese ficou com cara de besta após ser barrado na porta da reunião do SOPA

O insulto de Will à Tea Party ainda resultou na sua retirada da apresentação do jornal durante o aniversário da tragédia do 11 de setembro, o que fez com que ele surtasse um pouco.

A tranqüilidade de Will na bancada, combinada com a agilidade da Mackenzie nos bastidores fazem o jornal que deixa a gente na maior empolgação. Eles estão cobrindo a Guerra na Líbia e as comemorações de quando Gaddafi é deposto, quando um produtor em New Hampshire quebra o tornozelo e precisa ser substituído. Jim pede para Mackenzie deixá-lo ir, só para ficar longe de Maggie, que é uma besta por estar nessa lenga lenga ainda.

 

NewsroomCharlieSloan

Charlie chama Sloan de “Finance Skirt”

Who’s Jerry?

Eis que começa a merda. Quando Jim parte para New Hampshire, um produtor de Washington o substitui no News Night, em Nova York. Jerry Dantana é um cara estranho, que não me parece confiável. Will não fica satisfeito com a mudança de produtor sênior, e com razão.

É engraçado o quanto Will e Sloan (ou “finance skirt”, como diria Charlie) são parecidos. Will precisa errar o nome de Jerry umas quatro vezes seguidas até acertar. Sloan passa pelos menos meia hora conversando com o produtor substituto, mas quando Will a pede para ficar de olho em Jerry, ela responde “Quem é Jerry?”.

Surge uma nova pauta: os ataques dos EUA a um veículo no Paquistão. Quem estava no veículo: o chefe da Al Qaeda no Paquistão. A notícia resulta num painel no News Night, que conta com Will, Sloan, um especialista em ética e um analista militar. Mackenzie queria chamar o analista militar que é uma fonte de Jim, mas Jerry insistiu em uma outra fonte: Cyrus West, que acabou estragando o painel. Sloan afirmava que era moralmente errado e caro utilizar de ataques como aquele, mas Cyrus diz que se importa mais com as vidas dos soldados americanos do que com os civis do Paquistão. Isso deixa Sloan possessa, enquanto Will apenas fica calado, o que não é comum. Ele simplesmente ignora a oportunidade de contra-atacar os argumentos do cara, o que deixa Mackenzie possessa. Mas essa ainda não é a história importante.

O tal Cyrus West promete fornecer a Jerry uma informação ultra sigilosa, que tem a capacidade de fazer carreiras e terminar presidências: Genoa.

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Neal resolveu entrar de cabeça da história do Occupy Wall Street

Occupy Wall Street

Outra história foi introduzida já neste primeiro episódio: Occupy Wall Street. Trata-se de um movimento de protesto contra a desigualdade econômica e social, a ganância, a corrupção e a influência das empresas no setor financeiro do Governo dos EUA. Ele foi iniciado em 17 de setembro de 2011, no Zuccotti Park, em Manhattan.

Neal foi o primeiro a perceber a importância do movimento logo em seu início e participou da primeira reunião, no Tompkins Square Park. Esse plot não me pareceu tão interessante, até meio chato. O personagem interpretado por Dev Patel conhece uma das organizadoras do movimento (uma hipster aí) e tenta ajudá-la, aconselhando-a a dar um foco ao movimento, senão seria apenas uma piada. Ela não dá ouvidos e só fica criticando a mídia.

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O beijinho sem graça da Maggie e do Jim no final da primeira temporada, que não rendeu nada ainda.

Jim – Maggie – Don – Sloan

E claro, toda série tem seus subplots romanticozinhos. Geralmente são triângulos amorosos, no caso de The Newsroom é um “quarteto amoroso”.

Don descobre que Maggie é apaixonada por Jim, porque, é claro, alguém postou no Youtube aquela declaração dela no último episódio da primeira temporada. Eu estava estranhando a demora para ele descobrir, já que é óbvio que uma declaração desesperada na frente de um ônibus cheio de turistas resultaria em um vídeo no Youtube. Pelo menos isso fez com que o Don finalmente admitisse que não gosta da Maggie, porque já estava na cara. Ele saiu do próprio apartamento e a deixou lá. Ela, como sempre, ficou com aquela cara de pastel, logo agora que o Jim está longe. Eu acho é pouco. Espero que quando ele volte, não fique correndo atrás dela.

Enquanto isso, a pobre da Sloan tem que lidar com a cara queimando na frente de Don depois de declarar que só não havia saído com ninguém ainda, porque ele não havia a convidado. Ela finge que foi de brincadeira, mas ele não compra essa. Eles devem se pegar, o que eu acho uma pena, já que continuo achando o Don chato demais pra ela. E ela é mais engraçada sozinha.

Mas ainda estamos sem saber toda a história que levou à situação do início do episódio. A Maggie com aquele visual horroroso provavelmente não está feliz e contente com o Jim. Os próximos episódios continuarão com flashbacks até chegar à cena com os advogados.

Por thafullin

Divulgadas as primeiras fotos da última temporada de “Breaking Bad”

17 jul

Os últimos oito episódios da 5ª temporada de Breaking Bad começam a ser exibidos a partir de 11 de agosto no canal americano AMC. E para acalmar os ânimos dos fãs, a emissora divulgou algumas imagens da última temporada. Ainda é cedo para dizer o que está por vir, mas as fotos dão a ideia de que Hank está à espreita, Jesse está mais desorientado e Skyler e Walter estão ao lado de algo que parece um túmulo, e como o criador da série disse que vem morte por aí… Aguardemos ansiosamente o dia 11 de agosto.

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REVIEW: Dexter (S08XE03 What’s Eating Dexter Morgan?)

17 jul

Dexter

Dexter, me ajude a te ajudar. Juro que tentei deixar minhas reclamações de lado, esquecer as centenas de furos de roteiros, ignorar o fato de que todas as temporadas repetem a mesma desgastada fórmula, mas não consegui. Até dei um jeito de apagar as sete temporadas anteriores e curtir sem muitas exigências os dois episódios iniciais da oitava temporada, mas agora não dá mais, toda minha amargura e mimimi voltaram com o fraquíssimo “What’s Eating Dexter Morgan?”.

Não tenho mais nenhuma paciência para as analogias de Dexter. Qual a necessidade daquele dramazinho com o Harrison no início do episódio senão para fazer um ANALOGIA de que ele não consegue curar a irmã? Qual a necessidade do canibal na trama senão para apenas servir como a ANALOGIA que dá nome ao episódio e para fazer a ANALOGIA de que ele consome todos que ama. Que preguiça! As analogias de Dexter, que no início da série eram até divertidamente sombrias e tinham nexo com a história, hoje não passam de um vício de uma equipe preguiçosa de roteiristas. Prefiro mil vezes os trocadilhos de Phil Dunphy em Modern Family.

Dexter já confia plenamente na doutora que ele conheceu há alguns dias

Dexter já confia plenamente na doutora que ele conheceu há alguns dias

Mas vamos ao episódio. MAIS UMA VEZ ele acata tudo o que é dito pelo pessoa que ele conhece há dois dias. Nunca viu a doutora na vida e já toma tudo o que ela diz como verdade. “Ela está certa. Eu sou perfeito”. E como que esse homem, teoricamente inteligente, deixa a irmã drogada e algemada sozinha com uma completa desconhecida?

E de novo Dexter vira alvo do assassino da vez por conta de uma pessoa que conhece há poucas horas. E de novo esse herói altruísta gasta quase todo seu tempo para salvar essa boa senhora que ele nunca viu na vida. E sério que ele espera salvar a irmã de seu inferno astral mostrando um vídeo pra ela?

Jennifer Carpenter tem roubado a cena com sua Debra Morgan

Jennifer Carpenter tem roubado a cena com sua Debra Morgan

O início do episódio (ou ele inteiro) foi extrememente chato e a cena do shopping foi, no mínimo, desnecessária. Isso pra não dizer que foi a cena perfeita pra mostrar como Michael C. Hall está  num piloto automático fodido. Mas por falar em atuações, temos que bater palmas para Jennifer Carpenter, que nos últimos anos tem se especializado em tirar leite de pedra. A personagem Debra Morgan foi totalmente descaracterizada pela Showtime ao longo dos anos e só agora parecem querer explorar o sofrimento dela, coisa que deveria ter acontecido há muito tempo. É super clichê essa história de cair no vício para esquecer a realidade, mas pelo menos estão fazendo a personagem sentir na pele o inferno que sua vida virou quando descobriu o segredinho do irmão. E Jennifer Carpenter está muito bem em suas cenas. Destaque para sua risada louca quando vê o estrago que fez no poste.

E os coadjuvantes… O que eu disse antes vem se concretizando, os personagens secundários continuam desnecessários ao desenrolar da trama. As piadas do Masuka perderam totalmente o sentido e a graça, não sei o motivo da existência daquela nova detetive, Batista é um personagem morto-vivo, Harrison apareceu por dois minutos e Jamie continua sem carisma e sem função. O único que parece ter uma chande de ter histórias para interpretar é Desmond Harrington, o intérprete de Joseph Quinn.

Quinn vem ganhando destaque na série ao tentar ajudar sua ex

Quinn vem ganhando destaque na série ao tentar ajudar sua ex

Não sei porquê, mas Deb vem recorrendo ao ex-namorado e ele sempre se mostra disposto a ajudar. Ao que parece ainda há sentimento e é possível que eles reatem. Mas o que não consigo entender é como Quinn não liga a saída de Deb da polícia, seu afogamento em bebidas e drogas, e o fato dela estar brigada com Dexter significarem algo mais. PELO AMOR DE DEUS, esse cara investigou o Dexter na quinta temporada e viu que tinha algo errado com ele. Que má vontade é essa dos roteiristas de não ligarem uma coisa a outra? É óbvio que o inferno de Deb tem algo a ver com a morte de LaGuerta. E é óbvio que Dexter também tem sua cota no inferno da irmã, afinal de contas Deb está ignorando o adorado irmão e recorrendo ao ex pra resolver seus problemas. Por que Quinn não liga uma coisa a outra?

Me pergunto o que a Showtime tem pra contar em mais nove episódios. Por que até agora foi só chatice e um caso da temporada bem do sem graça. Se algum dia sonhei que a série daria aos fãs ao menos um final digno, bom… não tenho mais essa esperança.

Por Débora Anício