REVIEW: Dexter (S08E01 – A Beautiful Day)

2 jul

Episode 801

Quem já leu algum texto meu sobre Dexter sabe o quanto a série me decepcionou e como eu não tenho mais nenhuma expectativa positiva em relação à história. Mas, nesse primeiro episódio da 8ª temporada, eu tentei esquecer tudo que havia acontecido e me jogar de cabeça em “A Beautiful Day”. E não é que deu certo? Fingi que as temporadas anteriores simplesmente não aconteceram e vi o episódio como se fosse um filme, ou seja, sem nenhuma sinopse ou resquício do que aconteceu antes na vida daqueles personagens.

Finalmente a série inseriu um plot que eu sempre achei que merecia ser destacado: Dexter precisa de Debra, e não o contrário. A vida do serial killer saiu do eixo depois da morte de Rita, pois a esposa era o disfarce perfeito, o objeto cênico que equilibrava a vida dupla do anti-herói. Mas Deb continuava lá, exercendo o papel da balança.

Durante todos esses anos Dexter buscou alguém com quem pudesse compartilhar seus segredos: Ice Truck Killer, Lila, Miguel Prado, Trinity, Lumen, Travis e Hannah. O laço não deu certo com nenhum dos personagens, mas mesmo assim Dexter os escolhia em detrimento de Deb, a meu ver a única personagem que se encaixa em sua vida.

Finalmente Debra começou a ignorar o irmão

Finalmente Debra começou a ignorar o irmão

Foi muito interessante a maneira como o episódio mostrou a necessidade que Dexter tem da irmã. O descontrole com o filho, o stress no trânsito, a falta de paciência com Batista, e o assassinato sem pé nem cabeça do homem que estava tirando a irmã de seu convívio.

E como a série sempre é óbvia, a necessidade da presença de Deb na vida de Dex também foi vista por meio da fala da policial e dos pensamentos de Dexter. Gostei desse plot. A pena é que ele tenha sido inserido tão tardiamente. Eu se fosse Deb teria ignorado Dexter quando ele despencou pra Nebraska para se encontrar com o filho do Trinity e não deu nenhuma satisfação à sua irmã, que também era sua chefe.

Dexter Vogel

O episódio também deixa bem claro que a Dra. Vogel surgiu no departamento para se aproximar de Dexter, e que a psiquiatra conhece o serial killer desde criança. A promo do próximo episódio já dá uma pista de onde a nova personagem quer chegar, mas deixemos essa revelação para a próxima semana.

Gostaria muito que o gelo que Deb está dando no irmão não derretesse tão cedo. Mas duvido que essa trama se alongue demais. Pelo spoilers que li, logo logo os irmãos estarão juntos para salvar a vida de um ou de outro.

E até que enfim Harrison representou algum empecilho na vida do pai. Finalmente pararam de jogar o menino pra escanteio e fingir que ele não existe. Dexter é pai e não tem mulher e nenhum parente que possa tomar conta do menino, então é mais que natural que a babá não fique 24 horas à disposição, e que isso force o pai a de fato cuidar de seu filho.

Finalmente Harrison passou a representar algum empecilho na vida de Dexter

Finalmente Harrison passou a representar algum empecilho na vida de Dexter

Interessante ver a reaproximação de Deb e Quinn. Por hora é apenas uma questão de parceria e trabalho, mas isso provavelmente deve se desenrolar para um envolvimento amoroso. Batista me entristece a cada episódio e Masuka já não tem mais graça há muito tempo. Mas acho que o melhor do episódio foi construírem um banco para LaGuerta. UM BANCO! A mulher foi super importante no departamento e ganha UM BANCO como memorial. Mas isso foi sensacional pros fãs da série, que sempre odiaram Maria LaGuerta.

Confira o trailer do próximo episódio, “Every Silver Lining”:

Por Débora Anício

2 Respostas to “REVIEW: Dexter (S08E01 – A Beautiful Day)”

  1. Carla Gomes (@_CarlaGomes_) 2 de julho de 2013 às 01:35 #

    Fazia tempo que eu não via Dexter despretensiosamente e tbm consegui enxergar com ‘menos rancor’, acho. Antes eu estava com ódio dele, por ter agido daquela maneira, mas aquele ‘loser’ da Deb foi muito útil, me ajudou a sentir pena dele, algo que nunca esperei.

    Gostei que tenham deixado claro que ele precisa dela, tbm queria MUITO que o gelo durasse mais, talvez até pra sempre. Impressionante como Debra estava mais bonita, mais ela, nessa versão revoltada. E, sem dúvida, o namorado bandido foi o melhor que ela já teve até hoje. Nem sonso como o Anton, velho como o Lundy, ou perigosíssimo como Brian Moser. (não conto Quinn pq não consigo levá-lo a sério)

    Também senti pena de Batista. Queria ter visto sua reação imediata à morte de LaGuerta, e torço pra que encontre algo mais relevante pra fazer parte a partir de agora.

    Sobre Evelyn.. vi uma teoria sobre ser vilã e gostei bastante. Só espero, de todo meu coração, que ela não vire mais uma personagem mal desenvolvida, frustrante.

    • blogsaladadebacon 2 de julho de 2013 às 01:42 #

      Adorei ela chamando o Dexter de loser. Ri por dentro nessa cena. Ele merece ser muito desprezado ainda.

      E é verdade, Deb tá drogada e tals… mas tá melhor locona do que quando era um chiclete no pé de Dexter. Ela é mais do que o irmão, e tem que usar e abusar da dependência que ele tem dela.

      Tá legalzinho, mas não alimento esperanças com nada. Nem com a doutora. É melhor seguir assim do que ter uma decepção, quer dizer, mais uma decepção.

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