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American Horror Story – Balanço da 1ª temporada

16 jun

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Poucas vezes vi o conceito de casa mal assombrada ser tão bem explorado na televisão. O mundo bizarro de “American Horror Story” consegue ser assustador e encantador ao mesmo tempo. E tudo isso devido à qualidade da trama, que parece fazer uma mistura entre o pior e o melhor dos filmes de terror. A série de drama-terror lançada em 2011 pela FX foi muito bem recebida pela crítica e rendeu à Jessica Lange um Globo de Ouro como melhor atriz coadjuvante.

A série de TV é realizada como uma espécie de minissérie, onde cada temporada se passa em um local diferente e com tramas diferentes. A primeira temporada se passa numa casa mal assombrada. Já a segunda, que estreou em 2012, acontece numa instituição psiquiátrica. E a terceira temporada da série, que tem estreia marcada para outubro deste ano, deve girar em torno de acontecimentos diabólicos, mas ainda sem local definido.

A trama da primeira temporada, centrada na família Harmon, nos mostra a tentativa de Ben e Vivien (Dylan McDermott e Connie Britton) em salvar seu casamento. A crise começou quando a esposa pegou seu marido na cama com uma de suas alunas. Para tentar seguir em frente, o psiquiatra decide sair de Boston e comprar uma linda e aconchegante casa em Los Angeles, para onde leva sua mulher e sua filha, Violet (Taissa Farmiga), na esperança de dar um novo fôlego à sua quebrada família.

Porém a família Harmon não sabia que estava se mudando para a Murder House (casa assassina).  Ao aterrissar eu seu novo aconchego, os novos moradores começam a ver coisas estranhas pela bela e antiga mansão construída na década de 20.

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A família Harmon se muda para Los Angeles para tentar uma vida feliz. Isso, claro, sem saber que compraram uma casa mal assombrada

No início da série a confusão dos personagens é transferida para o público, que não faz ideia do que está acontecendo. A edição de cada episódio e os fatos cada vez mais bizarros transformam a cabeça dos personagens e da audiência numa verdadeira zona. É impossível saber o que é real ou imaginação. E muito difícil entender a relação das dezenas de personagens apresentadas com a famigerada mansão. Mas aos poucos a série vai nos dando respostas e nos deixa totalmente a par do que está acontecendo.

Assassinatos, violência, sangue, fantasmas, maldições, halloween, estupro, escuridão, sustos, monstros e milhares de outras coisas estranhas e assustadoras acontecem em todos os episódios. O que deixa a trama dinâmica. Mórbida sim, mas jamais entediante.

AmericanHorrorStory elenco

A história é tão boa que me pegou logo no episódio piloto. E olha que o gênero terror não faz muito minha cabeça. Mas acredito que isso se deva a um roteiro muito bem escrito e amarrado. Afinal, a série não tem a intenção apenas em pregar sustos na audiência, mas contar uma história em 12 episódios. Então todas as bizarrices estão conectadas, para no fim, fazerem todo o sentido na cabeça do espectador.

“American Horror Story” é uma ótima pedida para quem adora terror, e também uma boa opção para quem curte um bom drama. Há cenas assustadoras, mas não tão aterrorizantes a ponto de ser impossível encarar a tela. AHS é um drama-terror que merece ser prestigiado.

Confira o trailer da primeira temporada

Produção brasileira vence “Cannes da animação”

16 jun

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Primeira animação brasileira a ser selecionada para o Festival de Annecy, conhecido como o “Cannes da animação”, o filme brasileiro “Uma história de amor e fúria”, de Luiz Bolognesi, conquistou o principal prêmio do evento em cerimônia realizada ontem na cidade francesa. A produção custou 3 milhões de dólares, segundo a revista Variety, e levou seis anos para ser finalizada.

O filme é a primeira experiência de Bolognesi como diretor. Ele foi roteirista dos filmes “Bicho de Sete Cabeças” (2001), “Chega de Saudade” (2008) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). A trama de “Uma história de amor e fúria” gira em torno da experiência de um guerreiro indígena que, ao morrer, assume a forma de um pássaro e vive 600 anos de história do Brasil: da colonização, passando pela ditadura militar, até o ano de 2096, quando acontece a guerra pela água. Camila Pitanga, Selton Mello e Rodrigo Santoro são algumas das vozes que deram vida aos personagens da animação voltada para o público adulto.

Premiados
Considerado um dos principais eventos do gênero de animação, o Festival de Annecy também premiou o filme espanhol “O apóstolo” como a melhor produção segundo o público. Além dele, “Room on the Broom” venceu como melhor produção, o canadense “Subconscious Password” foi eleito o melhor curta e “Dumb Ways to Die”, produzido pela McCann em Melbourne, na Austrália, arrematou o prêmio de melhor animação comissionada. Ao todo, 236 produções participaram da competição.

Fonte: Exame.com

Confira o trailer da animação