REVIEW – Mad Men (S06E10) – A Tale of Two Cities

8 jun

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O episódio 10 da 6ª temporada de Mad Men começou confuso, como a maioria dos demais. Mas como todo episódio da série, ele foi se desenrolando para chegar a uma conclusão. É interessante a forma como a série é apresentada e sua direção muito bem feita, além da elegância dos cenários e figurinos, a riqueza de detalhes e a trilha sonora perfeita. O responsável pelo visual padrão de Mad Men foi o diretor Alan Taylor, que dirigiu Os Sopranos.

Em “A Tale of Two Cities”, os novos sócios da agência, Ted Chaough (Kevin Rahm) e Jim Cutler (Harry Hamlin), estão se preparando para realizar uma mudança radical na agência. Enquanto isso, Don Draper (Jon Hamm) e Roger Sterling (John Slattery) estão visitando um potencial cliente em Los Angeles.

O episódio começa com a Convenção Nacional Democrata de 1968, onde o candidato a presidente dos EUA, Hubert Humphrey discursava. O evento estava sendo transmitido ao vivo pela TV. Na época, estavam sendo realizadas diversas manifestações populares contra a Guerra do Vietnã, que eram repreendidas pelos policiais. Humphrey era democrata e concorria com Richard Rixon, republicano. No fim, Nixon utilizou os tumultos a seu favor e acabou vencendo. Em sua campanha, o candidato prometeu restaurar a lei e a ordem nas cidades do país.

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Logo no início do episódio, Megan (Jéssica Paré) e Don assistem à Convenção pela TV. Megan estranha não estarem debatendo a guerra e Don logo explica que Humphrey não pode assumir que é contra a guerra em plena transmissão nacional. Ele ainda continua, dizendo que a guerra só começará a ser debatida 30 segundos após o horário nobre e que as notícias de policiais repreendendo manifestantes com violência também não passaram no horário nobre. Mas o próprio Don não parece se importar muito com a situação. A série mostra que o executivos da Avenida Madison não são tão engajados politicamente, muito menos politicamente corretos. Assim como Cutler, um dos novos sócios da agência, que não demonstra nenhum interesse nas notícias sobre a guerra e as manifestações e ainda afirma que o que não pertence a seus negócios não lhe interessa. Michael Ginsberg (Ben Feldman) é que não gostou disso e o acusou de negligência, nazismo, racismo e daí por diante.

Ginsberg ficou um tempo sem destaque na série, o que acho uma pena, já que ainda há muito o que explorar no personagem. Ele é uma figura interessante da série, claramente com algum distúrbio mental. Acredito que ele possa ter a Síndrome de Aspenger, principalmente por sua dificuldade de interação social e em processar emoções. Mas nem ele mesmo imagina isso, já que a síndrome só foi reconhecida em 1994. O ator Ben Feldman consegue mostrar bem a excentricidade do personagem.

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Já Cutler chegou de fininho e quase sem ser notado, mas a verdade é que acredito que ele esteja tramando alguma coisa. Ele já começou a dar sinais disso, por meio das intrigas que tem causado entre os “dois lados” da nova agência. E ninguém percebeu isso ainda, exceto, talvez, por Pete Campbell (Vincent Kartheiser), mas ele não costuma ser levado a sério pelos outros.

Quanto a Bob Benson (James Wolk)… até hoje não sabemos qual é a dele.

Em Los Angeles, Sterling acreditava que conseguir o cliente seria fácil, já que a agência agora é grande. Mas, durante a reunião com os sócios da empresa de leite em pó e laticínios, ele, Don e Harry Crane (Rich Sommer) foram surpreendidos pela questão apontada pelos clientes: o conflito entre a empresa deles e a Life Cereal, também cliente da agência. Don logo tira a resposta da manga: públicos diferentes. O público da empresa de laticínios é composto por adultos, o público da Life Cereal é composto por crianças, pois adultos não gostam de cereal, mas de ovos e bacon. O mais interessante da série é exatamente essa parte de reuniões com clientes, o funcionamento da agência, ver como eles trabalham e resolvem os problemas…

Don resolve provar haxixe. Ele não diz ‘não’ para nada. Engraçado um cara resolver provar todo tipo de droga depois dos 40, assim como Sterling com o LSD. Depois de fumar o haxixe, Don começa a ter alucinações, vendo a Megan dizendo que estava grávida. Inicialmente, pensei que era outra mulher, que ele estava enxergando como Megan. Depois descobrimos que o tempo todo ele está afogado na piscina, quase morrendo. Foi bastante viajado e desnecessário, só para mostrar que o Don ainda é um danado.

Sterling, hilário e sarcástico como sempre, perde uma mulher de nome Lotus (Evan Lorene), que estava totalmente drogada e sem entender nada da situação, para Danny Siegel (Danny Strong). Danny é um ex redator da agência, que era ruim de serviço e foi contratado somente porque era primo de Jane (Peyton List), ex esposa de Sterling.

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A decisão de Joan Harris (Christina Hendricks) de correr atrás de uma nova conta (Avon Cosméticos) deve ter animado muita gente, como eu. Deu uma nova perspectiva para a personagem, que estava meio sem graça na série. Ela agora está tentando crescer na agência, ganhar mais importância e mostrar que é capaz de lidar com o atendimento ao cliente. Desde o início da série, Joan batalha para ocupar seu lugar na “base da porrada”.

Claro que a decisão de Joan deixa Campbell furioso, pois ele é quem deveria atender os clientes e trazê-los para a agência.

A cena final do episódio foi muito bem dirigida. Estressado com a situação da agência, sendo a gota d’água Joan ficar com o atendimento da Avon, Pete Campbell fuma um baseado para tentar relaxar, porque ele é sempre tão tenso. A câmera lenta e a  troca de tomadas deixam a cena bem interessante, enquanto Pete segue, com os olhos, as pernas de uma mulher que passa. Acredito que a cena deixa a possibilidade de uma mudança de comportamento do personagem.

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No início do episódio 10, os sócios da agência discutem sobre o nome da empresa, que ainda possuía os sobrenomes de dois sócios já mortos. Eu também estava me perguntando quando eles resolveriam isso. Depois da fusão, a agência ficou praticamente sem nome, porque “Sterling Cooper Draper Pryce” eu já achava grande, com a adição de mais três sobrenomes, ficou impossível alguém lembrar todo o nome da agência. Então a empresa ficou sem uma identidade, o que não pode acontecer de jeito nenhum a uma agência de publicidade ou qualquer outra empresa. Depois de muitas discussões e de nenhum dos sócios querer ter seu sobrenome por último, Chaough e Cutler propõem o nome “Sterling Cooper and Partners” (Sterling Cooper e sócios). Achei bastante estranho, acredito que estão tramando alguma coisa, o que provavelmente só saberemos na próxima temporada.

Por thafullin.

Para conferir mais artigos do Salada de Bacon, clique aqui.

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