Review: Revolution (Piloto)

6 jun

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Lançada em setembro do ano passado pela NBC, a série de ficção científica produzida pelo badalado J.J. Abrams é uma das mais populares da atualidade. O drama pós-apocalíptico começa com um blackout mundial. Isso mesmo, algo aconteceu e a energia simplesmente desapareceu da face da Terra. Nada de lâmpadas, TV, computadores, geladeiras, baterias, aviões. Absolutamente tudo que necessita de alguma forma de energia elética não existe mais.

O piloto começa com o blackout, que acompanhamos do ponto de vista de uma família de Chicago, nos Estados Unidos. O pai chega em casa onde encontra o casal de filhos pequenos e a esposa, e logo tenta ligar para seu irmão, para avisá-lo do que está por vir. Logo após isso a série já nos transporta para o futuro, 15 anos depois do apagão.

A série faz apenas uma narração curta contando como não é mais possível viver nas cidades e mostra a nova comunidade desenvolvida na mata. Nesse novo universo as carcaças dos carros são usadas para plantações, a atividade favorita das crianças é caçar e o meio de sobrevivência de todos vem da terra.

A ideia da série é muito interessante. Talvez ficar sem energia elétrica seja o pior dos cenários apocalípticos para muitos de nós. Mas o piloto não dá ao espectador a sensação do que é viver sem eletricidade. Talvez porque seja o primeiro episódio, mas a história é contada rápida demais. A família é transformada numa velocidade absurda e o possível interesse amoroso da protagonista, Charlie (a filha do morador de Chicago que sabia que aconteceria um blackout), aparece de uma maneira que não me convenceu em nada. Faltou o choque da transformação dessa sociedade, afinal, sem energia elétrica, o mundo foi completamente modificado.

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Além da falta de energia, somos apresentados a um outro vilão: a milícia. Essa tropa controla o país agora e está em busca de algo muito valioso, que parece estar ligado ao tio da protagonista. A milícia é vista com temor pelas pessoas, mas não acredito que tenha dado medo aos espectadores.

Sempre curiosa para explorar o mundo e entender o que causou o apagão, Charlie sai da comunidade onde vive (após um pequeno incidente) para buscar o irmão mais novo que foi pego pela milícia. Em sua busca, a protagonista conta com o apoio da madrasta e de um amigo.

Ainda é cedo para julgar a série, afinal só assisti ao primeiro episódio. Mas o piloto deixou a desejar. As atuações são simplesmente ok. O roteiro já entrega o plot da série, mas sem a tensão necessária. Não achei a protagonista carismática. E faltou muito nos mostrar mais do sofrimento que é viver sem celular, internet, TV, ou seja, do inferno que deve ser viver sem energia e como foi difícil ver sua vida totalmente transformada pelo blackout.

Não curti muito o piloto, mas vou dar uma chance a Revolution. Como só comecei a assistir a série agora, momento em que ela se encaminha para o seu fim, as próximas reviews acontecerão em blocos, ou seja, um texto para 5 episódios. Até!

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