Algumas coisas que você não sabia sobre “Orange is The New Black”

1 ago

Talvez a primeira delas seja o fato da nova série original da Netflix ser baseada numa história real. A dramédia com muitas pitadas de humor negro é inspirada na autobiografia best seller de Piper Kerman. A história gira em torno de uma mulher de 30 e poucos anos que se vê forçada a largar sua confortável vida em Nova York com o noivo para ir para a prisão, isso porque Piper é condenada a cumprir uma pena de 15 meses por envolvimento no tráfico de drogas. Crime cometido há 10 anos atrás, quando ela namorada a traficante Alex.

Além de ser baseada em um fato real, outra curiosidade é que o terceiro episódio da série foi dirigido por ninguém mais ninguém menos que Jodie Foster.

Jodie Foster dirigiu o terceiro episódio da série

Jodie Foster dirigiu o terceiro episódio da série

Veja abaixo outras curiosidades de “Orange is The New Black”

– A atriz que interpreta a detenta Yoga Jones era a dubladora de Patty Maionese

Pat Maionese

– Pablo Schreiber, que interpreta um dos policiais da penitenciária, é meio-irmão de Liev Schrieber (protagonista de Ray Donovan, marido de Naomi Watts e o Dente de Sabre do primeiro filme do Wolverine)

Pablo

– O irmão gêmeo de Laverne Cox (a transexual Sophia) interpretou o personagem antes da mudança de sexo no terceiro episódio

Sophia trans

– Na série não tem a mínima chance de saber, mas a atriz que interpreta a Crazy Eyes é normal

Crazy eyes

– Para os desavisados, houve uma referência à American Pie (filme estrelado pelo protagonista da série) no primeiro episódio

American Pie

– A atriz que interpreta a detenta-cozinheira Red, Kate Mulgrew, é mais conhecida por seu papel de Capitã Kathryn Janeway em Star Trek

Star Trek

– A música de abertura da série foi composta e interpretada por Regina Spektor

– Laura Prepon e Lauren Lapkus eram co-estrelas na série da NBC “Are You There, Chelsea”?

lauren

Laura Lauren

– A protagonista Taylor Schilling (Piper) se parece com Jared Leto (RISOS!)

Jaredd

Jared Leto

Fonte: BuzzFeed

REVIEW: Dexter (S08XE05 – This Little Piggy)

29 jul
O episódio começou com uma terapia de família

O episódio começou com uma terapia de família

Desnecessário, essa é a palavra que melhor define este episódio. Foram pouco mais de 40 minutos de plots desnecessários e desinteressantes. A cena inicial, dos dois irmãos sentados lado a lado e sendo confrontados pela figura materna, foi patética em termos de trama, mas até interessante no ponto de visto técnico, se é que posso chamar assim. Aquela tomada de câmera pouco usual na série se encaixou muito bem naquele momento. Pena que dramaticamente essa passagem não deixa muita coisa ao fã além de vergonha alheia.

Não entendo por que Deb se sujeita ao julgamento de Vogel. E nem por que Dexter acha que ela pode consertar seu relacionamento com a irmã. Ok, foi a doutora quem criou o código que guia a vida de Dexter, mas ela não deixa de ser uma total desconhecida pelos irmãos Morgan por causa disso.

A tentativa de double date é tão irrelevante que só vai merecer esta frase e esta foto na review (até demais, eu sei).

Jamie tenta arranjar uma namorada para seu patrão num ridículo double date

Jamie tenta arranjar uma namorada para seu patrão num ridículo double date

Voltando às tomadas de câmera, que parece que foram as únicas coisas legais desse episódio, destaco também a chegada de Dexter na Miami Metro. A cena onde ele sai do elevador com a câmera acompanhando o movimento de sua cabeça e a trilha incidental de fundo me fez lembrar muito os primeiros e bons anos da série. Já que a história não salva, nada melhor do que apelar pra memória afetiva dos fãs. Parabéns por isso, Showtime.

O sequestro de Vogel era tão óbvio que não sei porque Dexter e Deb ficaram surpresos. A mulher tava sendo perseguida e recebendo presentinhos do assassino serial da vez e era ÓBVIO que em algum momento o bad guy atacaria a doutora. É totalmente sem sentido ela permanecer tranquila em sua casa e não recorrer à proteção policial ou de uma empresa de segurança qualquer.

Episode 805

Também tivemos nesse episódio o desenrolar de mais uma investigação da polícia, fato que eu desprezo completamente, assim como o plot Quinn podendo ser sargento.

O episódio foi fraquíssimo e não trouxe nada de novo, pelo menos nada interessante e que acrescente à trama principal. Os vilões deste ano são fraquíssimos. Os assassinos e assassinatos são triviais e não assustam ninguém. Vogel, que tem potencial para colocar medo e provocar algum caos, até agora é apenas a figura maternal chata e sem sentido.

Ao fim desse episódio é que vi o quanto os produtores da série continuam covardes, mesmo no ano derradeiro de Dexter. Os vilões, assassinos, crimes e a velha fórmula não funcionam mais. Não dão medo. Não assustam. Não parecem mudar nada na vida do personagem. Na minha opinião, a única coisa que traria um suspiro de dignidade à série seria a descoberta (pela polícia) de quem Dexter é. Acho que só a fuga de Dexter da justiça traria algum aperto no coração ou medo pelo que pudesse acontecer, já que os vilões dos últimos anos são muito fracos e não chegam nem perto de ameaçar o super-herói Dexter (este superman sem kriptonita criado pelos produtores que não souberam manter a essência do personagem ao longo dos anos).

Agora os irmãos Morgan são parceiros de profissão/crime

Agora os irmãos Morgan são parceiros de profissão/crime

– Masuka e a filha. Harrison e o desenho. Batista e o novo sargento. Jamie e seu namoro nonsense com Quinn. Nada disso me interessa, sorry!

– E que chroma key horroroso da cena final. Era visível que os atores não estavam em alto mar, mas apenas num verde cenário de um estúdio em Los Angeles.

– E como Deb voltou rapidamente a correr atrás do irmão. O ódio durou três episódios e meio, como esperado por mim.

– E por que cargas d’água Dexter ainda não mudou a foto de Deb em seu celular? A imagem é a mesma da primeira temporada. Por favor né, Dexter! A mulher já passou por diversos cortes e cores de cabelo. Muda essa foto aí.

– E há algo que esqueci de citar na review anterior: A saída de Deb de seu inferno astral foi mostrada pela trama com a mudança do cabelo da personagem. É incrível isso. É super fácil parar de beber. É tranquilo se livrar do vício de cocaína. Mas fácil mesmo é fazer uma escova logo depois que você começa a ser tratada por uma mulher que você nunca viu na vida e que ainda por cima criou o código que guia a vida de seu irmão assassino

 

Por Débora Anício

Duelo – livro X filme: O Lado Bom da Vida

27 jul

Como todo duelo precisa de um vencedor, aqui tentarei dizer qual “Lado Bom da Vida” é melhor, o livro ou o filme. Mas antes de iniciar a disputa é preciso entender que são dois produtos diferentes e que cada um cumpre seu papel na mídia/plataforma onde está inserida. E também é bom lembrar que filmes baseados em livros não têm a obrigação de ser idênticos à obra original. O que a produção cinematográfica precisa é captar a essência da história e transmiti-la de outras formas, usando os recursos do cinema. Antes de apontar o dedo é preciso respeitar o filme como ele é: uma adaptação. E o resultado do “duelo” do Salada de Bacon não busca a verdade absoluta, mas apenas tentar fazer uma imersão nas duas obras e ver qual delas agradou mais à autora que vos escreve. Porque decidir qual é melhor é uma tarefa pessoal. Não dá para impor nosso gosto ao mundo. Ok?!

Qual "O Lado Bom da Vida" é melhor? O filme ou o livro?

Qual “O Lado Bom da Vida” é melhor? O filme ou o livro?

O livro de Matthew Quick lançado em 2008 conta a história de Pat (vivido por Bradley Cooper no cinema), um homem de 30 e poucos anos que acaba de sair do sanatório (o lugar ruim, como diria Pat) e quer refazer sua vida voltando para a ex-mulher, Nikki. Pat ficou no lugar ruim por quatro anos, mas acha que passou só alguns meses por lá. O protagonista também não se lembra o que o levou para o lugar ruim e nem por que todos evitam trazer lembranças de seu passado à tona.

O reajuste de Pat à sociedade e ao convívio com a família é difícil, e as coisas só chegam perto de entrar no eixo quando o protagonista conhece Tiffany, que é tão disfuncional quanto ele. Tiffany é uma jovem viúva depressiva e que se transformou numa ninfomaníaca após a morte do marido. E  é no meio desses distúrbios psicológicos que os personagens se entendem.

Os problemas de ansiedade e depressão do autor do livro serviram de base para criar Pat, que sofre de transtorno bipolar. Em toda a obra é visível como Quick tem o domínio do assunto, e como trata de um tema tão delicado com tanta leveza.

O livro chamou a atenção do diretor David O. Russel, que trabalhava no roteiro há anos (antes mesmo de lançar o aclamado “O Vencedor”), por conta  de de seu filho, que é bipolar e sofre de transtorno obsessivo-compulsivo. Esse fator foi primordial para que o filme desse certo, afinal O. Russel conhece bem o que passou nas telonas.

Pat em uma de suas sessões de terapia

Pat em uma de suas sessões de terapia

A internação e a música

Essa é uma das primeiras diferenças notáveis entre filme e livro. Na obra original Pat não faz ideia do motivo de ter sido internado, descobrindo apenas no fim do livro. Já no cinema a razão para a internação é rapidamente mostrada ao espectador durante uma das sessões de terapia do protagonista, que tem total consciência de que quase matou o amante da esposa ao pegar os dois no flagra.

No cinema foi interessante saber logo de cara o que aconteceu, o que deixa a audiência ainda mais perplexa com a insistência louca de Pat em reatar com a esposa, apesar dela tê-lo traído. Já no livro o jogo de esconde também ficou legal, já que o leitor nunca entende o motivo do fim do casamento e muito menos porque a família de Pat parece odiar tanto Nikki. Isso deixa o leitor imerso na trama, dando a ele a mesma sensação de Pat, que está totalmente perdido.

Ouça a música que enlouquece Pat no filme:

Junto com o flagra da traição veio outro trauma: a fatídica música que enlouquece Pat. No filme a canção que embalou a pulada de cerca de Nikki é “My Cherie Amour” de Stevie Wonder, enquanto no livro é “Songbird” de Kenny G. Nos dois trabalhos a canção foi o tema do casamento de Pat e Nikki, o que serviu para enlouquecer ainda mais o protagonista ao descobrir a traição. Mas nesse quesito eu preferi o livro, já que não é muito difícil fritar o cérebro ao ouvir o chatíssimo Kenny G. Afinal, quem não se lembra do som daquele sax que embala as viagens de elevador ou as esperas nas chamadas telefônicas? As alucinações que Pat tem com o senhor G são memoráveis. O músico esfrega o saxofone na cara de Pat e sempre faz com que ele se lembre do casamento e da traição que sofreu ao som de sua clássica “Songbird”.

Tiffany

No livro Tiffany é mais velha que Pat e deve ter cerca de 38 anos, e isso quase impediu a participação de Jennifer Lawrence (22 anos) no longa.  Atrizes mais experientes como Anne Hathaway, Elizabeth Banks, Rooney Mara, Kirsten Dunst e Angelina Jolie foram cotadas para viver a protagonista, enquanto David O. Russel (diretor do filme) fez um teste com Lawrence apenas por consideração, já que nunca passou em sua mente contratar a jovem atriz. Mas o talento falou mais alto e J-Law desbancou todas as suas concorrentes, fez um grande trabalho e de quebra levou um Oscar pra casa.

Tiffany tem muito mais destaque no filme

Tiffany tem muito mais destaque no filme

O lado bom do filme é o maior espaço dedicado à Tiffany. No livro ela é importante para o equilíbrio de Pat, mas não é figura recorrente. As páginas se dedicam mais ao relacionamento do protagonista com os pais e com o futebol americano. A personagem feminina na tela ganhou mais espaço e mais importância, e contribuiu muito para o bom fluxo da trama.

Vale lembrar aquele cena incrível onde Tiffany destrói os argumentos do Pai de Pat (interpretado por ninguém mais ninguém menos que a lenda Robert de Niro) cuspindo os resultados dos últimos jogos da liga americana, cena que não está nos livros. Esse é um dos grande momentos de Tiffany no filme, e transforma o espírito da personagem do livro em ação no longa.

Família de Pat

No livro o sobrenome da família é Peoples, o pai de Pat é extremamente mal humorado e não conversa com o filho, o irmão de Pat aparece muito mais, inclusive com sua esposa, e a mãe vive numa corda bamba entre agradar o marido e o filho. No filme o sobrenome é o italianíssimo Solitano, o pai é bem mais maleável, o irmão aparece pouco e a mãe não tem tantos problemas.

A família de Pat troca de sobrenome no filme, mas permanece louca assim como no livro

A família de Pat troca de sobrenome no filme, mas permanece louca assim como no livro

Talvez resida no núcleo familiar o grande mérito do filme. A casa da família Solitano, assim como o cotidiano dos personagens que lá vivem, é muito bem retratada por O. Russel. Toda a dinâmica do livro, que às vezes é difícil de enxergar visualmente, foi muito bem traduzida para a tela. E isso se deve ao estilo do diretor, que rodou um filme inteiro praticamente com todos os diálogos improvisados.

O clima da família reunida, os diálogos rápidos, as piadas, os mau humores, a rapidez das conversas, as cenas de briga, os choros e risos foram muito bem captados pelo diretor. Há muitas diferenças entre livro e filme, mas o primordial do livro está na tela. O. Russel pegou a essência das páginas e colocou perfeitamente na telona com um filme dinâmico e, muitas vezes, louco.

A dança

O concurso de dança é o fio condutor da história no cinema, já que o diretor optou por transformar o livro em uma comédia romântica. O filme é bem mais leve que a obra literária, mas isso não tira seu valor. A trama é passada de um jeito mais ameno, mas sem deixar de tocar na ferida. O longa é colorido, claro, luminoso e engraçado, mas não deixa de ter o lado sombrio dos distúrbios psicológicos e nem o preconceito que as pessoas sofrem por conta deles. O. Russel optou por contar sua história usando a dança, que ocupa apenas algumas páginas do livro, talvez para restringir todas as tramas em um enredo só.

A dança é louca e divertida no livro e no filme

A dança é louca e divertida no livro e no filme

A decisão do diretor foi muito bem trabalhada e o filme não é uma história sobre dança, muito pelo contrário, a dança está lá só para conduzir a história e servir de analogia para o desenvolvimento dos personagens. É por meio da dança, do companheirismo, da responsabilidade de aprender a coreografia que Pat  encontra seu equilíbrio, volta a tomar seus remédios e enxerga que há muito mais na vida do que sua amada Nikki.

E o que falar da cena sensacional da apresentação da dança? Como foi bom ser surpreendida por aquele concurso. Seria muito clichê se o casal arrasasse na pista e vencesse a disputa. A visão de que Tiffany e Pat eram claramente os piores dançarinos antes mesmo do concurso já mostrou que David O. Russel não seguiria pelo caminho fácil. E a dança maluca que misturou valsa, rock, dança contemporânea, sapateado e Dirty Dancing com aquele constrangedor salto final valeu como ponto alto do filme por não ser clichê, mostrando que “O Lado Bom da Vida” é sim uma comédia romântica, mas não apenas um filme qualquer para o gênero, ele tem sua qualidade e sua marca, e vai muito além de contar apenas uma história de amor.

Apesar do casal ser o melhor no concurso de dança no livro, isso não torna a situação mais clichê ou menos ridícula. Afinal, na disputa das páginas, eles concorrem com adolescentes, o que torna constrangedor a participação de dois loucos com quase 40 anos de idade naquele concurso juvenil.

O Lado Bom da Vida dança

Faltou no filme

Quando li a cena da praia imediatamente me perguntei por que aquela passagem não foi para o filme. E que surpresa a minha ler uma entrevista do escritor dizendo que esta é uma das suas cenas favoritas e que ele até curtiu a ausência dela no filme, porque isso daria o privilégio a cada leitor de imaginá-la em sua mente, do jeito que sentiu quando leu.

Se ficou curioso, leia o livro, vale a pena.

Afinal, qual é melhor?

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O filme. Eu preferi o filme. Mas talvez isso tenha a ver com a sequência das coisas. Primeiro vi o longa e só depois comprei o livro. Acontece que o que eu já tinha achado bom, achei ainda melhor depois da leitura. O filme “O Lado Bom da Vida” ganha mais valor depois que se lê “O Lado Bom da Vida”. Não por ser melhor, mas por ter captado com maestria o essencial da obra original. E também por seu elenco incrível que conseguiu um feito que há 30 anos não acontecia, ser indicado em todas as quatro categorias de atuação: melhor atriz para Jennifer Lawrence (única que venceu), melhor ator para Bradley Cooper, melhor atriz coadjuvante para Jacki Weaver e melhor ator coadjuvante para Robert de Niro, que há 21 anos não era indicado ao prêmio maior do cinema.

Matthew Quick contou sua ótima história e David O. Russel captou o melhor dessa história e passou para o cinema de uma forma brilhante. O elenco talentosíssimo e afiado deu uma bela vida aos ótimos personagens de Quick, e a direção espetacular deixou a obra ainda mais gostosa de se ler, ver, ouvir, falar, comentar, recomendar…

Por Débora Anício

REVIEW: Dexter (S08XE04 – Scar Tissue)

23 jul

Dexter

 

 

Desde que comecei a assistir Dexter já passei pelas mais diversas sensações. Surpresa, medo, apreensão, alívio, alegria, tristeza, vergonha, nojo, etc. Mas confesso que agora não sei com qual sensação estou depois de ver os quatro primeiros episódios dessa temporada. Vou tentar esquecer as tramas e sua profundidade (que foi jogada pra escanteio há anos pelos produtores do show) e me ater à dinâmica do episódio do último domingo, “Scar Tissue”. Ou melhor, me ater a sequência incrível de cenas mal produzidas, dirigidas e montadas.

O episódio começa com um flashback do fatídico final da 7ª temporada, quando Debra atirou em LaGuerta para proteger seu big brother. Achei isso bem desnecessário, afinal não tenho a menor vontade de rever as coisas absurdas que aconteceram nas temporadas 5, 6 e 7. E também é surreal que Deb tenha aceitado a ajuda de Vogel. Como ela topa ser tratada pela mulher que criou o monstro Dexter, mostro esse que ela agora quer fora de sua vida? Como, depois de acordar do sono causado pela agulha do irmão e de ser algemada ao sofá de sua casa, uma pessoa aceita tranquilamente a ajuda de alguém que nunca viu na vida?

Vogel é a mais nova terapeuta de Debra

Vogel é a mais nova terapeuta de Debra

Quanto ao assassinato onde a equipe da Miami Metro está trabalhando… confesso que não dou a mínima. Nem sequer me preocupei em ler as legendas neste momento, mas acho que a leitura não ia fazer a piada de Masuka mais engraçada.

E o que dizer do amor repentino de Dexter pela irmã? Já disse e repito, Deb sempre foi essencial pra vida dele e sempre torci para ela rejeitar o irmão e deixar Dexter se rastejando atrás dela. Mas agora isso parece acontecer de forma artificial e sem nenhum propósito. Dexter sempre trocou Deb pelo primeiro desconhecido ou potencial vítima que aparecia pela frente, e hoje chega a ser patético a forma como ele, do nada, ama incondicionalmente a irmã. Cheguei até a visualizar uma certa romantização na cena onde eles se encontram fora da delegacia, achei que ia ter um abraço depois daquela ceninha.

O plot de Harry ter tido ajuda profissional para criar o código moral do filho pode até ser interessante, mas é inaceitável isso aparecer apenas na última temporada, já que nunca houve pistas disso. Não deixo de pensar que isso foi uma solução de última hora de uma equipe de roteiristas que não sabia mais o que fazer com o herói.

Sempre foi fácil e sempre será

Agora vamos às saídas fáceis. Entrar na casa de um desconhecido sempre foi mamão com açúcar para Dexter. Mas o que dizer das pistas que são jogadas na cara do protagonista? O que dizer da fotinha de sua nova vítima ao lado do pai, do calendário com o nome do asilo onde o velho está, e da patética repetitiva analogia com a situação da vítima com a do assassino (“Parece que Yates achou um jeito de manter sua família em sua vida. Será que vou conseguir fazer o mesmo com Deb?”)?

Potencial nova namorada eu não comento. Já basta ter aturado Lumen e Hannah.

Muitos fãs não gostam do Quinn, mas até que estou simpatizando com o personagem. Ele ainda gosta da ex e continua tentando ajudá-la, defender sua honra ou voltar pra ela, sei lá. Mas por incrível que pareça, Quinn parece o único personagem centrado deste ano. E o único que nos faz lembrar o quanto Deb era (ou é) incrível.

Agora Masuka tem uma filha

Agora Masuka tem uma filha

A cena onde Masuka conhece sua filha é desnecessária em tantos níveis diferentes que prefiro nem me aprofundar no assunto.

O “coleguismo” entre Debra e seu chefe só pode render duas coisas: ou o cara é vilão ou os dois vão se pegar. Qualquer coisa diferente disso fará Elway ser mais uma peça sem uso no tabuleiro.

Fórmula desgastada

Dexter é um monstro e quer manter sua família longe dessa realidade. Ele se sente sozinho. Conhece uma pessoa que parece entendê-lo como ele realmente é. Dexter ajuda essa pessoa que conheceu há dois minutos sem pestanejar, nem que pra isso tenha que pisar na cabeça de seus familiares. Dexter mata todos os inimigos de seu novo amigo. Dexter descobre que seu novo amigo o está usando. Dexter fica puto e decide se livrar do novo amigo ao perceber que sua vida ou a de seus familiares está em risco. Dexter tenta se aproximar de sua família, se afastar do novo amigo e, preferencialmente, matar seu novo best friend forever.

Esse foi o plot usado em sete anos, e obviamente ele não seria trocado agora. O serial killer descobriu que é tema de um livro de Vogel e ficou putinho da vida e quer a nova mamãe fora de sua vida. Que original!

Falhas incríveis

Dexter faz uma armadilha para pegar sua nova vítima NUM ASILO. Liga do local para o filhinho mentindo que seu pai está morrendo e o cara chega diretamente no quarto, ou seja, não é necessário passar pela administração ou correr atrás de um médico ou enfermeira para saber o que está acontecendo com o seu pai. O filho vai direto ao quarto e encontra o protagonista, que depois de ver sua vítima fugir pela janela se esconde ATRÁS DA PORTA e não é mais visto por ninguém. Poderia dizer que não, mas já sabia que Dexter adquiriu poderes de invisibilidade há muitos anos.  

Por incrível que pareça, Quinn é o único personagem com dignidade na série

Por incrível que pareça, Quinn é o único personagem com dignidade na série

Lado bom

Quinn novamente, por incrível que pareça ele está sendo a única coisa legal deste ano. A cena onde ele e Deb conversam foi muito interessante, digna e cheia de nostalgia. Foi bom ver os dois conversando normalmente, Deb reconhecendo o que o ex tem feito por ela. Isso nos deu uma amostra de quem Debra costumava ser. Ver os dois abraçados me fez lembrar de uma época em que as coisas faziam sentido. Ok que Quinn não é lindo e não é o namorado perfeito, mas sempre achei que os dois juntos faziam muito sentido como um casal. Mas por que Deb está chamando ele de Joey, se quando os dois se conheceram, ficaram amigos, namoraram e até moraram juntos ela só chamava o cara de Quinn? Acho que os novos roteiristas não viram as outras temporadas direito. É um detalhe bobo, eu sei, mas tem que ter coerência né, gente?!

Episode 804

Lado ruim

Na verdade a cena final foi apenas mais uma de uma sequência de coisas ruins. Deb tentou se matar e levar seu maninho junto, daí foi salva e resolveu salvar o irmão também? Essa foi a mesma situação onde matou LaGuerta, ela não precisava ir ao contêiner, mas foi. Ela não precisava causar esse estúpido acidente, mas causou. Mas por que não foi até o fim? E por que o pescador que a salvou não correu atrás de Dexter? Como uma pessoa que acabou de sofrer um acidente e quase se afogou tem forças para retirar um homem daquele tamanho de dentro de um carro afundado? Essa são perguntas que certamente não serão respondidas.

 

Por Débora Anício

 

 

 

 

Confira o novo trailer de “Jogos Vorazes – Em Chamas”

21 jul

No fim da tarde deste sábado (20) foi divulgado, na Comic Con em San Diego, o segundo trailer de “Jogos Vorazes – Em Chamas”. O novo vídeo promocional foi um dos destaque do painel da franquia na Comic Con, que contou com a presença de Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemworth e Lenny Kravitz.

O vídeo de pouco mais de dois minutos mostra o início da revolta dos distritos, a aproximação de Katniss e Gale, e ainda a volta dos tributos à arena. Confira o trailer:

http://movies.yahoo.com/video/hunger-games-catching-fire-trailer-021017530.html

Apesar de algumas ressalvas, Arrested Development voltou genial como sempre

20 jul

arrested-developement

A desejada volta da cultuada série “Arrested Development” só foi possível graças ao Netflix, site de streaming que acreditou que valeria a pena resgatar a série, cancela pela Fox em 2006 após três temporadas de exibição. O retorno tão desejado foi bom não apenas para os fãs, mas também para o Netflix, que foi surpreendido com a ótima audiência e já pensa em produzir uma quinta temporada. Outro bom fruto foi a indicação de Jason Bateman (Michael Bluth) ao Emmy de melhor ator em série cômica. Feito inédito do Emmy, indicar produções em exibição apenas na internet.

Centrada numa família falida e disfuncional (com personagens quase não humanos – de tantos absurdos que cometem a cada episódio), Arrested Development sempre foi pontuada pelo único filho certinho (Michael) que tentava manter seus familiares unidos apesar da pobreza iminente e dos diversos problemas com a justiça. E é claro que esse objetivo não foi concretizado, já que era difícil manter juntos uma mãe controladora e alcoólatra, um pai infiel e corrupto, uma irmã sem nada na cabeça e que ignora totalmente a filha, uma sobrinha que tenta se dar bem a todo custo, um irmão desmiolado e outro que parece ter oito anos de idade e vive na barra da saia da mãe, um cunhado que não trabalha e outros personagens absurdamente irritantes para Michael e incrivelmente amados pelo público.

Os produtores optaram por uma nova dinâmica na quarta temporada, pautando cada episódio em um personagem. A nova temporada mostra o que aconteceu aos  membros da família Bluth depois do abrupto cancelamento da série (a narração especial para a abertura personalizada para cada personagem é impagável). Acredito que essa decisão não seja apenas criativa, mas também prática, já que foi muito difícil reunir o elenco para produzir a nova temporada, feito que só foi possível porque os atores têm um carinho especial por Arrested Development e abriram mão de seu curto tempo livre para gravar a série. Diante dessa situação provavelmente seria muito complicado reunir todo o elenco em um episódio, fato que só acontece em pouquíssimas cenas dessa nova temporada.

O ótimo Buster não ganhou muito destaque na quarta temporada

O ótimo Buster não ganhou muito destaque na quarta temporada

Em vários momentos dos 15 novos episódios eu gargalhei e fiquei super feliz com a volta da série, que permanece genial. Mas confesso que a nova dinâmica atrapalhou um pouco. Não entendo porque optaram por fazer dois episódios de Michael, Gerge Senior, George Michael e Lindsay, personagens menos carismáticos e, para mim, os mais sem graça. Não gostei de Lucille e Buster terem apenas um episódio cada para contar suas histórias. É claro que um personagem acaba entrando no episódio do outro, mas quem menos teve espaço na quarta temporada foi Buster, um dos meus personagens favoritos ever.

Destaques

Com essa disposição de episódios e opção por focar mais determinados membros da família Bluth, quem roubou a cena foi Tobias e, principalmente, Gob, que neste ano descobrimos que se chama George Oscar Bluth. Confesso que isso foi um alívio pra mim, porque sempre achei Gob um nome esquisito demais.

As histórias de Gob continuam surreais e ele continua a ter atitudes idiotas em relação a tudo. Destaque absoluto por seu vício no remedinho do Boa Noite Cinderela e das impagáveis cenas à lá “A Primeira Noite de Um Homem”, quando ele pensa em silêncio absoluto enquanto a câmera dá um close em seu rosto e toca a música “The Sounds of Silence”. E o que falar de seu envolvimento com seu arquirrival interpretado por Ben Stiller? E seu casametno com Ann (HER????)?

Gob voltou ainda mais divertido e insano

Gob voltou ainda mais divertido e insano

Também foi ótimo ver a série fazer piadas com o nome de George Michael, que depois de entrar para a faculdade descobriu que odeia seu nome e quer trocá-lo. E um dos motivos, claro, é o escândalo sexual protagonizado por seu xará cantor. Sempre que ouvia o nome George Michael nas primeiras temporadas dava um sorriso involuntário por fazer a ligação direta às escapadinhas do cantor britânico, e agora a série resolveu brincar com isso.

Destaque também para Lucille, que teve de cumprir pena em um hotel de luxo. Como não amar a personagem que controla a vida de todos e faz tudo de errado e ainda assim tem como prisão um luxuoso prédio? Ela toma champagne, joga cartas com as colegas, joga tênis e se veste bem, mas tudo isso com seu número de série preso ao peito, a única coisa que diz que ela é uma detenta.

Também foi ótimo ver a origem do louco advogado da família. Ele era apenas o filho do advogado do casal Bluth, e que dava as respostas mais erradas aos clientes, fazendo com que eles burlassem a lei sem pagar por isso. (TAKE TO THE SEA!!!!)

Tobias teve mais espaço, e Lindsay está com o rosto irreconhecível

Tobias teve mais espaço, e Lindsay está com o rosto irreconhecível

Outro destaque, mas dessa vez negativo é: O que fizeram com a Lindsay, ou melhor, o que fizeram com a Portia de Rossi? Confesso que achei que não me lembrava dela ou que tinham trocado de atriz, tamanha a diferença no rosto da mulher. Tive que parar o episódio e rever uma cena da primeira temporada para ter certeza de que ela estava mudada e que não era minha mente que estava me enganando. E mais, tive que ir ao google checar se não houve uma troca de atrizes. Mas não, não houve. A FEIÇÃO da mulher está completamente diferente por causa de plásticas mesmo. Uma pena, porque ela deu uma enfeiada boa. Não que esteja horrível, mas está irreconhecível. Essas estrelas de Hollywood não sabem e não querem envelhecer…

Essa é Lucille Bluth sofrendo em sua prisão de luxo

Essa é Lucille Bluth sofrendo em sua prisão de luxo

Genialidade

O ótimo elenco comanda um texto ágil e inteligente, muito inteligente, porque às vezes é difícil pegar a nuance das piadas, que muitas vezes se perdem pela tradução. E nessa temporada foi particularmente mais complicado acompanhar as tramas, já que muitas delas se passavam ao mesmo tempo. Em um dos primeiros episódios vemos Lindsay viajar para a Índia e sempre ser incomodada por outro passageiro do avião, e só alguns episódios depois é que vemos que esse passageiro era Tobias, seu ex-marido. Essa montagens devem ter sido bem complicadas de se fazer e acontecem o tempo inteiro. Várias cenas são mostradas ao espectador pelo ponto de vista de vários personagens, o que deixou tudo ainda mais incrível e divertido.

Apesar dos altos e baixos, Arrested Development continua genial e superior a muitas séries de humor por aí. A escolha da narração em off de Ron Howard (que participa, live action, da quarta temporada), a falta de claques e o ritmo rápido da série fizeram e sempre vão fazer toda a diferença. A quarta temporada não foi a mais divertida, mas deu pra matar a saudade dessa wealthy family who lost everything, and one son who had no choice but to keep them all together… It’s ARRESTED DEVELOPMENT!

Por Débora Anício

Resenha O Homem de Aço, o filme sobre Kal-El, não Clark

19 jul

IMAGEM 1 - MAN OF STEEL

Vi o Homem de Aço, novo filme do Superman, que conta com a direção de Zack Snyder, com o já consagrado estilo Christopher Nolan de fazer filmes de super-heróis. As críticas sobre a obra variam demais e, em geral, são apontados pontos positivos (a primeira parte do filme) e pontos negativos (os cinquenta minutos finais). Os efeitos especiais foram sensacionais e o herói que veio proteger a terra destruiu muito mais em meia hora de filme do que aconteceu no filme Vingadores inteiro. Parecia até competição. Mas o ponto mais relevante é a mudança de postura de ‘sonho americano’ para o ‘culto messiânico’. É um filme do Superman, estrelado por Henry Cavill, com um herói ainda fraco, religioso e cheio de complexos. É um filme sobre Kal-El, não sobre Clark Kent, muito menos sobre o Superman. Preciso falar que tem spoilers e que se você não viu o filme vá lavar uma louça, ou volte para o seu Facebook, ou vá ao cinema assistir (tem no piratebay com qualidade bacana)? Preciso não né.

Opções certas

E temos a Lois mais bonita do cinema... mesmo com o relacionamento dos dois sendo meio forçado

E temos a Lois mais bonita do cinema… mesmo com o relacionamento dos dois sendo meio forçado

Eu gostei como a história foi contada, acho que foi uma decisão acertada de Snyder, David S. Goyer e Christopher Nolan. Eles tinham a intenção de se distanciar do que já houve sobre o Superman nos cinemas. Não é necessário relembrar como a história é contada: Clark crescendo, indo pra Metrópolis, virando jornalista e salvando o mundo, e em meio a tudo isso, temos o amor estranho dele e da Lois. Isso já está batido. Acertaram em fugir disso. E acertaram em fazer Krypton. Não tem como você contar esta história, por mais repetida que seja, sem estabelecer o começo. Adorei Krypton e queria ver alguma outra produção sobre aquela terra e as suas possibilidades. A mitologia kryptoniana é rica e pouco explorada. Mostrar Krypton estabelece quem é o Superman. Esse ponto faz frente a outro: quem ele escolhe ser. A questão do livre arbítrio é muito abordada no filme, além da questão do sacrifício, temas centrais do cristianismo. Ainda em Krypton, Russell Crowe como Jor-El dispensa comentários. É um dos pontos altos do filme. Lara Lor-Van (Antje Traue), a mãe do Supinho, poderia ser mais relevante no filme, ou pelo menos ter um mega de memória que fosse guardado para o Clark conhecê-la. Quem sabe ela venha a aparecer em outro dos filmes, vamos aguardar.

Pede continuação

É um filme que não tem um fim em si. E não só por causa da ‘deixa’ no final. Todo ele parece te apresentar uma pessoa que você vai querer ver outras vezes, mas é um primeiro encontro. Sempre tem aquela noção de que não estão mostrando algo a mais de propósito. O filme se aprofunda apenas na figura de Kal-El. Não acho que chega a ser o Clark Kent que conhecemos ainda. É o ET, o alienígena. Tanto que a ligação dele com os Estados Unidos, por meio de uma fala implícita no filme, não muda a noção de que ele é uma figura do Messias. Diferente do Capitão América, o Superman é maior do que os Estados Unidos. Após Krypton, é apresentado o Kal-El adulto, longe de casa, no meio do mar, em busca de como se tornar o salvador do mundo que seu pai, ou seus pais, falaram que ele tinha capacidade para ser. É nessa ideia do Superman peregrino em um mundo onde ele deve se tornar referência que são apresentados os flashbacks, todos referentes às dificuldades do garoto Clark de lidar com o garoto Kal-El. Novamente, cristianismo, homem Deus.

Forçou a barra

  • A participação de Kevin Costner como Jonathan Kent foi muito boa. Um homem educando um Deus para se tornar o salvador do mundo. Só achei a morte dele, por causa de um cachorro, meio forçada.
  • Forçado também é o relacionamento Louis e Superman. Inverteram a ordem das coisas. Ela conhece primeiro o herói, depois conhece o Clark. Para o cinema pode até funcionar. Mas não há empatia entre os dois. Falta alguma coisa.
  • E para piorar, o mais criticado: os 50 minutos finais. Só uma coisa se pode tirar de toda a destruição: o estilo de luta adotado deverá ser copiado pelos próximos filmes. Para mim, superou Vingadores. Questão de velocidade dos golpes, saltos, voo, tudo. Isso ficou bom. Mas resolvia em dez minutos. Nos 50 minutos finais, Kal–El fica lutando contra os kryptonianos e destruindo a cidade. Desnecessário. Por que ele mesmo não pegou a nave, fez o buraco negro e jogou? Tinha que ir ao exército fazer a ceninha? Até pedir para a Lois afastar um pouco mais porque ele iria voar?

Melhores pontos

As cenas de lutas e o voo são pontos que provavelmente serão copiados

As cenas de lutas e o voo são pontos que provavelmente serão copiados

  • Estilo de luta apresentado, que provavelmente será a base dos próximos filmes da DC. Sensacional a questão dos golpes e da velocidade dos lutadores. Muito semelhante ao que eu imaginava quando lia as HQs.
  • Modo como os flashbacks que contam a vida de Kal-El foram inseridos. Melhoraram a qualidade da história e não ficaram cansativos.
  • Russel Crowe e Kevin Costner: atuações excelentes em meio a outras atuações simples. Michael Shannon (Zod) também teve uma atuação acima da média.
  • Inserção do universo DC por easter eggs e não com cenas diretas. Falarei mais disso em outra postagem.

Homem de Aço é um filme bom, que deve e merece ser visto, pelo desenvolvimento inicial do Superman e pela possibilidade que deixa em aberto ao apresentar Clark Kent, o jornalista. A explicação para Clark escolher a profissão é excelente. Em um Homem de Aço 2 ou no filme da Liga da Justiça, ele tende a ser o Superman que esperávamos ver nesse filme. Soa para mim como um Batman Begins, o primeiro do Nolan, que é bom, mas não mostra o Batman, e sim um Bruce Wayne em formação. E que venha a Mulher Maravilha, o Flash, um Lanterna Verde digno, e mais Batman. Que venha a Liga da Justiça.

Por

REVIEW: Ray Donovan (S08E03 – Twerk)

19 jul

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O terceiro episódio mostrou um pouco mais dos personagens, mas ainda não o suficiente para eu me apegar a eles. Em “Twerk” a gente pôde ver, ao menos um pouco, porque Ray odeia tanto Mick, afinal o velho é um idiota. O filho fazendo terapia, ou algo parecido, para tentar conviver com seu trauma de infância e o babaca do pai fazendo piadas de pedófilos.

Agora sabemos que a relação traumática de pai e filho também tem a ver com trabalho, já que o chefe de Ray, Ezra, tem pavor de Mick. E surgiu um personagem para caçar Mick e Ray.

Apesar de ser um sucesso de audiência pra Showtime, que vem alcançando recordes com uma série original, e de já ter assegurado uma segunda temporada, Ray Donovan ainda não me cativou. A dinâmica da série é chata e não vejo personagens carismáticos. Quem poderia me agradar, por seu jeito filho da puta de ser, é Mick, mas ainda não vejo muito sal no personagem e porque ele inspira tanto ódio.

CALENDÁRIO SÉRIES: Season Premiere – Brasil – JULHO (2ª quinzena)

18 jul

19/07 – Project Runway (S12E01)

21/07 – Ceder Cove (S01E01)

22/07 – Sister Wives (S04E01)

24/07 – Web Therapy (S03E01)

25/07 – NTSF:SD:SUV (S03E01)

26/07 – Children’s Hospital (S05E01)

29/07 – Unforgettable (S02E01)

Confira os nomeados ao Emmy Awards 2013

18 jul
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Aaron Paul e Neil Patrick Harris apresentaram as séries indicadas ao Emmy

A Academy of Television Arts & Sciences anunciou nesta quinta-feira (18/07) os nomeados à 65ª edição do Emmy Awards, importante prêmio voltado para séries e minisséries de TV. A nomeação foi feita por Aaron Paul (Jesse de Breaking Bad) e Neil Patrick Harris (Barney de How I Met Your Mother), que também será o mestre de cerimônias do Emmy, no dia 22 de setembro.

A disputa está acirrada entre as séries de drama nomeadas, com destaque para Game of Thrones, Breaking Bad, Homeland, Mad Men, House of Cards e Downtown Abbey. Já entre as séries de comédia, Modern Family lidera, com a maioria das indicações. Em minissérie ou filme, American Horror Story lidera em número de indicações.

Na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática”, destaque para a brasileira Morena Baccarin, de Homeland.

Nos EUA, o evento será exibido pela CBS. No Brasil, a transmissão será feita pelo canal a cabo Warner.

Confira a lista dos indicados:

Melhor ator em série dramática

Kevin Spacey (“House of cards”)
Hugh Bonneville (“Downton abbey”)
Jon Hamm (“Mad men”)
Damian Lewis (“Homeland”)
Bryan Cranston (“Breaking bad”)
Jeff Daniels (“The Newsroom”)

Melhor atriz em série dramática

Michelle Dockery (“Downton abbey”)
Elizabeth Moss (“Mad men”)
Claire Danes (“Homeland”)
Vera Farmiga (“Bates Motel”)
Kerry Washington (“Scandal”)
Robin Wright (“House of cards”)
Connie Britton (“Nashville”)

Melhor atriz coadjuvante em série dramática

Emilia Clarke (“Game of thrones”)
Anna Gunn (“Breaking bad”)
Maggie Smith (“Downton abbey”)
Morena Baccarin (“Homeland”)
Christina Hendricks (“Mad men”)
Christine Baranski (“The good wife”)

Melhor ator coadjuvante em série dramática

Aaron Paul (“Breaking bad”)
Bobby Cannavale (“Boardwalk Empire”)
Jim Carter (“Downton abbey”)
Peter Dinklage (“Game of thrones”)
Jonathan Banks (“Breaking bad”)
Mandy Patinkin (“Homeland”)

Melhor série de comédia

“Louie”
“Girls”
“30 rock”
“Veep”
“Modern family”
“The big bang theory”

Melhor série dramática

“Breaking bad”
“Game of thrones”
“Mad men”
“Downton abbey”
“Homeland”
“House of cards”

Melhor ator em série de comédia

Alec Baldwin (“30 Rock”)
Jason Bateman (“Arrested Development”)
Louis C.K. (“Louie”)
Don Cheadle (“House of lies”)
Matt Leblanc (“Episodes”)
Jim Parsons (“The big bang theory”)

Melhor atriz em série de comédia

Laura Dern (“Enlightened”)
Lena Dunham (“Girls”)
Edie Falco (“Nurse Jackie”)
Tina Fey (“30 Rock”)
Julia Louis-Dreyfus (“Veep”)
Amy Poehler (“Parks And Recreation”)

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

Mayim Bialik (“The big bang theory”)
Merritt Wever (“Nurse Jackie”)
Julie Bowen (“Modern family”)
Sofía Vergara (“Modern family”)
Jane Krakowski (“30 Rock”)
Jane Lynch (“Glee”)
Anna Chlumsky (“Veep”)

Melhor ator coadjuvante em série de comédia

Ed O’Neill (“Modern family”)
Jesse Tyler Ferguson (“Modern family”)
Ty Burrell (“Modern family”)
Eric Stonestreet (“Modern family”)
Bill Hader (“Saturday night live”)
Max Greenfield (“New girl”)

Melhor minissérie ou filme

“American Horror Story”
“Behind the candelabra”
“The Bible”
“Phil Spector”
“Political animals”
“Top of the lake”

Melhor ator em minissérie ou filme

Benedict Cumberbatch (“Parade’s end”)
Matt Damon (“Behind the candelabra”)
Michael Douglas (“Behind the candelabra”)
Toby Jones (“The girl”)
Al Pacino (“Phil Spector”)

Melhor atriz em minissérie ou filme

Jessica Lange (“American horror story”)
Laura Linney (“The Big C”)
Helen Mirren (“Phil Spector”)
Elizabeth Moss (“Top of the lake”)
Sigourney Weaver (“Political animals”)

Melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme

James Cromwell (“American horror story”)
Zachary Quinto (“American horror story”)
Scott Bakula (“Behind the candelabra”)
John Benjamin Hickey (“The Big C”)
Peter Mullan (“Top of the lake”)

Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme

Sarah Paulson (“American horror story”)
Imelda Staunton (“The girl”)
Ellen Burstyn (“Political animals”)
Charlotte Rampling (“Restless”)
Alfre Woodard (“Steel Magnolias”)

Melhor reality show de competição

“The amazing race”
“Dancing with the stars”
“Project runaway”
“So you think you can dance”
“Top chef”
“The voice”

Melhor série de variedades

“The Colbert report”
“The daily show”
“Jimmy Kimmel live”
“Late night with Jimmy Fallon”
“Real time with Bill Maher”
“Saturday night live”